Jovens negras estudam mais, mas ainda recebem os menores salários no Brasil

Pesquisa revela desigualdade salarial e desafios no mercado de trabalho para mulheres negras jovens

Uma pesquisa recente realizada pela Fundação Itaú em parceria com o Pacto de Promoção da Equidade Racial trouxe à tona um paradoxo preocupante no mercado de trabalho brasileiro: as jovens negras, apesar de apresentarem o maior avanço no ensino superior na última década, continuam recebendo os menores salários.

O estudo “Juventudes Negras e Empregabilidade” (2024/2025) revela que a remuneração média dessas mulheres no mercado formal é de apenas R$ 1.997,68, valor inferior ao de outros grupos. Além disso, 48% das juventudes negras estão inseridas na informalidade, o que dificulta o acesso a direitos trabalhistas e estabilidade financeira.

Outro dado alarmante é a taxa de desemprego entre jovens negras na Grande São Paulo, que chega a 31,3%, a mais alta do país. Esse cenário evidencia a dificuldade dessas mulheres em conquistar e manter vagas formais, mesmo em um dos maiores centros econômicos do Brasil.

Além dos desafios no mercado de trabalho, o estudo aponta que 89,3% das jovens negras enfrentam sobrecarga de trabalho doméstico não remunerado. Essa realidade impacta diretamente sua permanência e crescimento profissional, pois limita o tempo e a energia disponíveis para se dedicar à carreira.

Segundo Wânia Sant’Anna, presidente do Conselho Consultivo do Pacto de Promoção da Equidade Racial, “o racismo estrutural e a desigualdade de gênero continuam impedindo que a qualificação acadêmica se traduza em mobilidade social”. Essa afirmação reforça que o diploma, embora fundamental, não é suficiente para garantir ascensão profissional para mulheres negras no Brasil.

Esses dados, divulgados no Mês da Mulher, destacam a necessidade de políticas públicas e ações afirmativas que enfrentem as barreiras raciais e de gênero no mercado de trabalho. O estudo sugere que, para mudar esse cenário, é preciso reconhecer e combater o racismo estrutural, além de promover a equidade salarial e melhores condições para a participação das jovens negras no mercado formal.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

Conceito visual principal: mercado, trabalho, desigualdade, mulheres, negras

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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