Habilidades femininas ganham destaque nas estratégias corporativas atuais
Adaptabilidade, escuta ativa e visão sistêmica são valorizadas no ambiente de trabalho
Na semana do Dia Internacional da Mulher, o debate sobre liderança e representatividade no ambiente corporativo ganha um novo enfoque, com a valorização de habilidades comportamentais historicamente mais estimuladas no repertório feminino. Adaptabilidade, escuta ativa e visão sistêmica são competências que passaram a ocupar espaço estratégico nas empresas, especialmente diante da aceleração tecnológica e do avanço da inteligência artificial.
Segundo o Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2025, do Fórum Econômico Mundial, cerca de 40% das habilidades exigidas no mercado devem mudar até 2030, e a lacuna de competências é apontada como a principal barreira para a transformação dos negócios por 63% dos empregadores. Embora as habilidades técnicas continuem em alta demanda, cresce a valorização de competências humanas, como colaboração, liderança, flexibilidade e adaptação.
A cientista comportamental Gaya Machado destaca que “ambientes mais imprevisíveis exigem flexibilidade emocional, capacidade de adaptação e abertura para colaboração. Esses fatores têm impacto direto na qualidade das decisões e no desempenho coletivo”. Ela também observa que mulheres tendem a adotar estratégias relacionais diante do estresse, favorecendo estilos de liderança participativos e orientados a pessoas, que se mostram eficazes em contextos de inovação e alta interdependência.
A escuta ativa é uma das competências mais associadas à liderança feminina. Débora Carrera Maia, especialista em saúde corporativa, explica que essa habilidade “contribui diretamente para decisões mais consistentes ao reduzir ruídos e antecipar riscos”. Ela ressalta que a comunicação clara e a mediação de tensões são essenciais para reduzir desgastes internos e acelerar a execução em equipes diversas e sob pressão.
Outra competência fundamental é a visão sistêmica, que permite considerar impactos além do resultado imediato. Débora afirma que esse olhar “amplia a qualidade das decisões ao incorporar pessoas, cultura organizacional e sustentabilidade no médio e longo prazo”. Essa abordagem fortalece o senso de pertencimento, fator ligado ao engajamento das equipes, e ajuda a evitar fenômenos como o quiet quitting, em que profissionais permanecem nas empresas, mas com menor envolvimento emocional.
A adaptabilidade é apontada como central para o futuro do trabalho. Gaya Machado destaca que mulheres desenvolveram maior capacidade para lidar com múltiplas demandas de forma estratégica e com menor reatividade. Débora complementa que essa vivência “favorece ajustes de rota sem perda de direção” e ajuda a “reduzir ansiedade coletiva, preservar energia das equipes e sustentar decisões mais consistentes ao longo do tempo”.
Historicamente, o ambiente corporativo priorizou controle e resultados de curto prazo, relegando as competências relacionais a um segundo plano. Hoje, com organizações mais complexas, essas habilidades são determinantes para a performance sustentável. Débora defende a incorporação objetiva dessas competências na gestão: “É preciso incluí-las nos critérios de avaliação, desenvolvimento e promoção. Quando esses comportamentos são medidos e reconhecidos, passam a fazer parte efetiva da cultura organizacional”.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Conceito visual principal: colaboração, adaptabilidade, escuta, visão, liderança.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



