Espetáculo “Quando Anoitece” valoriza cultura negra no Sesc Bom Retiro
Peça infantojuvenil aborda racismo, ancestralidade e respeito às diferenças com sessões gratuitas
O espetáculo infantojuvenil “Quando Anoitece” estreia no dia 8 de março, domingo, às 12h, no teatro do Sesc Bom Retiro, em São Paulo, com uma temporada que segue aos domingos até 19 de abril, incluindo uma sessão extra no feriado de 21 de abril. A peça, dirigida por Flávio Rodrigues e com dramaturgia de Le Conde, apresenta uma história que valoriza a cultura negra, a ancestralidade e o respeito às diferenças a partir do olhar de uma criança.
A narrativa acompanha Melânia, uma menina preta que, apesar de sua aparente felicidade, enfrenta momentos de solidão por não se identificar fisicamente com seus colegas. Ao lado de seus amigos Lari, Juca e Jaque, e da personagem alegórica Pedacinho do Céu, Melânia reflete sobre temas como pertencimento, identidade, racismo e gordofobia. Pedacinho do Céu simboliza o orgulho das raízes negras e conduz diálogos que promovem o reconhecimento da diversidade e práticas antirracistas, estimulando o público infantil a uma experiência que combina entretenimento e reflexão.
A encenação se desenvolve em dois ambientes principais: o quintal, que representa a convivência com os amigos e a ancestralidade, e o quarto de Melânia, espaço íntimo onde a personagem expressa seus sonhos e medos. A cenografia utiliza elementos lúdicos como balanços e objetos reaproveitados, criando um ambiente que se transforma conforme a história avança. A iluminação suave e as ilustrações nas paredes reforçam a conexão entre o universo interno da protagonista e o mundo externo.
Além das apresentações no Sesc Bom Retiro, o espetáculo terá sessões gratuitas nos dias 25 e 26 de abril, às 15h, no Espaço Cultural Inventivo, próximo à estação Vila Prudente. Todas as sessões contam com audiodescrição, ampliando o acesso para pessoas com deficiência visual.
Thaís Cabral, atriz, produtora e idealizadora do projeto, destaca a importância do espetáculo para o empoderamento infantil: “Quanto mais crianças empoderadas tivermos, mais indivíduos conscientes de seus valores teremos. Falar daquilo que dói, não fragiliza aquele que sente, muito pelo contrário, potencializa.” O diretor Flávio Rodrigues complementa: “Aqui celebramos o afeto que nasce na diversidade, a amizade, o cuidado e o gesto simples de permanecer junto.”
O projeto foi viabilizado pelo Edital Fomento CultSP PNAB Nº32/2024 e conta com uma equipe multidisciplinar, incluindo direção musical de Wes Salatiel e concepção cenográfica de Flávio Rodrigues. A iniciativa reforça a importância de discutir identidade racial e diversidade desde a infância, alinhada com dados do Censo Escolar de 2022 que apontam desafios na declaração de cor ou raça entre estudantes.
Este espetáculo é uma oportunidade para famílias e educadores apresentarem às crianças temas relevantes de forma acessível e sensível, promovendo a valorização da negritude e o respeito às diferenças. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



