Dia Mundial da Obesidade: hábitos que ativam ou silenciam seus genes
Entenda como alimentação, estresse e exercícios influenciam a expressão genética e o peso corporal
No Dia Mundial da Obesidade, é fundamental compreender como nossos hábitos diários podem influenciar a expressão dos genes relacionados ao peso corporal. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com obesidade, e no Brasil, dados recentes indicam um aumento de 118% no número de adultos obesos entre 2006 e 2024, segundo a pesquisa Vigitel 2025 do Ministério da Saúde.
A obesidade é uma condição complexa, que envolve fatores genéticos, ambientais e comportamentais. A ciência tem se dedicado a estudar a epigenética, que investiga como elementos externos podem modificar a ativação dos genes sem alterar o DNA. Essa área ajuda a entender por que algumas pessoas têm maior predisposição ao ganho de peso ou a doenças metabólicas.
Um artigo no International Journal of Obesity destaca que experiências adversas na infância podem deixar “marcas epigenéticas” permanentes, aumentando o risco de obesidade na vida adulta. A médica endocrinologista Cecilia Solís-Rosas García, do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife, explica que “nossos hábitos funcionam como um interruptor químico e influenciam processos ligados ao apetite, gasto energético, inflamação, resistência à insulina e armazenamento de gordura”. Ela ressalta que fatores como alimentação, atividade física, estresse, sono e exposição a toxinas podem ativar ou silenciar genes ao longo da vida.
Além disso, o ambiente durante a gestação também pode influenciar o risco de obesidade nos filhos. Estudos indicam que a alimentação materna, ganho de peso e tabagismo podem gerar alterações epigenéticas que impactam o desenvolvimento metabólico da criança.
Entre os hábitos que modulam a expressão genética, a alimentação é um dos principais. Pesquisa na revista Advances in Nutrition mostra que dietas ricas em açúcares simples e gorduras saturadas estão associadas a maior inflamação e ganho de peso. Já padrões alimentares com fibras, frutas, vegetais, leguminosas e gorduras insaturadas favorecem melhor sensibilidade à insulina e controle metabólico.
O estresse crônico também pode alterar a expressão dos genes envolvidos na resposta ao estresse e regulação do humor, conforme estudo do International Journal of Molecular Sciences. Já a atividade física regular promove mudanças positivas na metilação do DNA, regulando genes que atuam na adaptação metabólica e no metabolismo energético, segundo o estudo Physical Activity and DNA Methylation in Humans.
A médica Cecilia destaca que “mesmo intervenções de curto prazo já são capazes de influenciar a expressão de genes ligados ao metabolismo energético”. Por isso, pequenas mudanças como incluir mais vegetais na dieta, praticar 30 minutos de exercícios diários e priorizar um sono de qualidade são recomendadas para um estilo de vida mais saudável.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



