Dia Mundial da Obesidade: entenda fatos e mitos sobre a doença
Dados recentes mostram avanço da obesidade e esclarecem crenças comuns sobre o tema
No próximo dia 4 de março, o mundo celebra o Dia Mundial da Obesidade, uma data que chama atenção para o avanço dessa doença crônica e multifatorial. Dados da Pesquisa Vigitel 2025, divulgada pelo Ministério da Saúde, mostram que entre 2006 e 2024 a obesidade entre adultos cresceu 118% no Brasil. Além disso, houve aumento nos diagnósticos de diabetes (135%), excesso de peso (47%) e hipertensão arterial (31%). Esses números reforçam a importância de compreender os fatores que envolvem a obesidade e desmistificar crenças comuns.
Segundo o Prof. Dr. Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), os dados indicam que a combinação de sedentarismo no dia a dia, sono inadequado e padrões alimentares pouco evoluídos cria um cenário favorável para o avanço da obesidade e outras doenças crônicas. Ele destaca que “alimentação equilibrada, atividade física regular e sono de qualidade são pilares inseparáveis da saúde e precisam fazer parte das políticas públicas e da rotina da população”.
Entre as crenças esclarecidas pelo especialista, está a ideia de que a obesidade seria apenas falta de força de vontade ou uma questão estética. Na verdade, trata-se de uma condição clínica com impactos físicos, metabólicos e psicológicos, influenciada por fatores genéticos, hormonais, emocionais e sociais. Outro ponto importante é que o diagnóstico não pode se basear somente no IMC (Índice de Massa Corporal), pois é necessária uma avaliação mais ampla, incluindo composição corporal e riscos metabólicos.
O texto também destaca que a obesidade pode ocorrer mesmo com uma alimentação aparentemente adequada, devido a fatores como alterações hormonais, resistência à insulina, uso de medicamentos, sono inadequado e genética. Além disso, a obesidade infantil aumenta o risco de obesidade na vida adulta, influenciada por modificações epigenéticas causadas por ambiente e hábitos.
Nem toda pessoa obesa apresenta exames alterados, existindo o chamado “obeso metabolicamente saudável”, mas essa condição exige acompanhamento médico constante. Quanto ao tratamento, dietas extremamente restritivas não são recomendadas, pois podem causar efeito sanfona e prejuízos metabólicos. A atividade física é essencial, pois melhora o controle do peso, a sensibilidade à insulina, a saúde cardiovascular e mental.
Por fim, o tratamento da obesidade deve ser individualizado e multiprofissional, podendo incluir dietas, mudanças no estilo de vida, medicamentos e, em alguns casos, cirurgia. O acompanhamento contínuo é fundamental para o controle e prevenção de complicações. Essas informações foram elaboradas com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



