Cresce a busca feminina por formação em tecnologia para superar desigualdades

Mulheres investem em cursos técnicos para enfrentar barreiras no mercado de tecnologia

A busca por formação em tecnologia por parte das mulheres tem crescido de forma significativa, configurando-se como uma resposta estratégica às desigualdades ainda presentes no mercado de trabalho. Segundo dados da Escola da Nuvem, a participação feminina nos cursos da instituição saltou de 40,8% em 2024 para 50,3% em 2025, evidenciando uma mudança importante no perfil das pessoas que procuram qualificação na área.

Esse movimento acompanha estudos que apontam para uma percepção distinta entre homens e mulheres sobre igualdade de oportunidades. Conforme o relatório “FOMO at work: The opportunity gap between men and women in tech”, 75% dos homens acreditam que há igualdade no desenvolvimento de carreira, enquanto apenas 60% das mulheres concordam. Além disso, 38% das mulheres relatam que as oportunidades não são iguais, contra 24% dos homens. Essa disparidade também se reflete na rotina de trabalho, já que 67% das mulheres dizem sentir a necessidade de trabalhar mais horas para avançar profissionalmente, frente a 56% dos homens.

Outro ponto destacado é o impacto da conciliação entre vida pessoal e profissional, que recai de forma mais intensa sobre as mulheres. O estudo revela que 63% delas afirmam que esse fator influencia significativamente sua progressão na carreira, percentual superior aos 49% dos homens. Mais da metade das mulheres (52%) teme que faltar a eventos profissionais por compromissos familiares possa prejudicar sua trajetória.

Para Ana Leticia Lucca, CRO da Escola da Nuvem, essa busca por capacitação está ligada à proteção da carreira: “Muitas mulheres chegam buscando formação porque sabem que, sem uma base técnica forte, elas nem entram no processo. Existe uma consciência muito clara de que a régua é mais alta para elas”. Ela ainda observa que a formação técnica é uma forma de reduzir vulnerabilidades em um ambiente que ainda penaliza mais as mulheres.

Na América Latina, o cenário é ainda mais complexo. O estudo “Closing the Gender Gap in Latin American Technology”, da McKinsey, mostra que a desigualdade de gênero na liderança voltou a crescer em 2022, após anos de redução. Embora as mulheres estejam migrando para a tecnologia em proporção duas vezes maior que a dos homens, muitas permanecem em funções como UX, UI, design e análise de dados, com pouca presença em áreas técnicas como desenvolvimento back-end e cibersegurança.

A desigualdade salarial também é um desafio: mulheres ganham, em média, 24% menos que os homens no setor de tecnologia na América Latina, e apenas um quarto das grandes empresas possui políticas estruturadas de equidade salarial. A presença feminina diminui conforme a carreira avança, com até 40% nas posições iniciais e no máximo 30% nos cargos de liderança sênior.

Ana Leticia destaca que “quando elas conseguem acessar áreas mais técnicas e valorizadas, as chances de crescimento e permanência aumentam. A educação vira um instrumento concreto de mudança”. O aumento da procura por formação técnica revela uma tentativa clara de romper o chamado “degrau quebrado” da carreira feminina no setor tecnológico.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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