Como Diferenciar Epilepsia de Convulsão: Guia do Neurologista CSSJ
Entenda os sintomas, causas e como agir diante de crises epilépticas e convulsões
A epilepsia é uma doença neurológica crônica que afeta o sistema nervoso central e se manifesta por crises agudas, cujos sintomas variam conforme a área do cérebro envolvida. Muitas vezes associada às convulsões, a epilepsia vai além desse sintoma, explica o neurologista Dr. Fabrício Hampshire, da Casa de Saúde São José.
Segundo o especialista, a epilepsia pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum na juventude e na velhice. Ela é causada por descargas elétricas atípicas nos neurônios, que interrompem temporariamente a comunicação cerebral. Essas descargas podem ter diversas origens, como lesões estruturais (tumores, AVC), traumatismos cranianos, infecções como meningite e fatores genéticos.
As crises epilépticas são temporárias e podem se manifestar de formas variadas. As convulsões, popularmente conhecidas, são um tipo de crise caracterizado por abalos motores involuntários e perda de consciência, chamados de crises tônico-clônicas. “O paciente fica todo enrijecido e depois sofre abalos motores rítmicos involuntários”, detalha o Dr. Fabrício. Contudo, pessoas sem diagnóstico de epilepsia também podem apresentar convulsões. A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 5% da população mundial terá ao menos uma crise epiléptica na vida.
Além das convulsões, outras manifestações incluem alterações súbitas da consciência e comportamentos estereotipados, que são ações repetitivas sem propósito funcional aparente. As crises podem ser focais, atingindo apenas uma área do cérebro e causando sintomas leves como desvio do olhar ou confusão mental, ou generalizadas, que envolvem ambos os lados do cérebro e geralmente levam à perda total da consciência.
O diagnóstico da epilepsia é realizado por neurologista, que avalia a história clínica, realiza exame físico e solicita exames complementares, como ressonância magnética e eletroencefalograma. O tratamento é individualizado e, em geral, envolve o uso de anticonvulsivantes para prevenir as crises.
Saber como agir diante de uma crise epiléptica é fundamental. O Dr. Fabrício orienta: “Procure ficar calmo, pois a crise geralmente dura poucos minutos e é autolimitada. Chame ajuda e coloque a pessoa de lado, em decúbito lateral, para evitar que secreções prejudiquem a via aérea. Não tente segurar a língua ou colocar os dedos na boca do paciente.”
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da Casa de Saúde São José, instituição tradicional do Rio de Janeiro com mais de 100 anos de atuação e reconhecida por seus padrões de excelência e atendimento humanizado.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



