Gordura no fígado em pessoas magras: por que o peso nem sempre conta toda a história?

A esteatose hepática também pode afetar quem está dentro do peso ideal — e os sinais costumam ser ainda mais discretos.

Quando falamos em gordura no fígado, muita gente imagina automaticamente alguém com obesidade.

Mas a ciência já mostra que a esteatose hepática não alcoólica pode aparecer também em pessoas magras — fenômeno conhecido como “lean NAFLD”.

E é justamente nesses casos que o diagnóstico costuma demorar mais.


Como alguém magro pode ter gordura no fígado?

O peso na balança não revela tudo.

A gordura no fígado está muito mais ligada ao metabolismo do que ao número do manequim.

Entre os principais fatores estão:

  • Resistência à insulina

  • Excesso de açúcar na alimentação

  • Consumo frequente de ultraprocessados

  • Triglicerídeos elevados

  • Baixa massa muscular

  • Sedentarismo, mesmo em pessoas com IMC normal

Ou seja: é possível ter aparência saudável por fora e alterações metabólicas por dentro.


O perigo invisível nas pessoas magras

Em quem está acima do peso, a investigação costuma acontecer mais cedo.

Já em pessoas magras, sintomas como:

  • Cansaço frequente

  • Dificuldade de concentração

  • Sensação de peso no lado direito do abdômen

  • Sono não reparador

raramente são associados ao fígado.

O resultado? A condição pode evoluir por anos sem suspeita.


O que é a “gordura abdominal oculta”?

Algumas pessoas têm pouca gordura subcutânea (a que aparece), mas acumulam gordura visceral, aquela que se deposita entre os órgãos.

Ela é metabolicamente ativa e está ligada a:

  • Inflamação crônica

  • Resistência à insulina

  • Alterações hepáticas

Por isso, alguém pode vestir tamanho 38 e ainda assim apresentar alterações no fígado.


Mulheres e metabolismo: um ponto importante

Em mulheres, fatores hormonais também influenciam:

  • Síndrome dos ovários policísticos

  • Alterações hormonais

  • Uso prolongado de anticoncepcionais (quando associado a fatores metabólicos)

  • Menopausa

Tudo isso pode impactar a sensibilidade à insulina e favorecer o acúmulo de gordura hepática.


Como descobrir?

Em pessoas magras, o diagnóstico geralmente acontece por acaso, em:

  • Check-up de rotina

  • Exames de sangue com TGO e TGP alterados

  • Ultrassonografia abdominal

Por isso, manter exames periódicos é essencial — mesmo quando o peso está dentro do considerado saudável.


O corpo nem sempre fala alto — mas fala

A gordura no fígado em pessoas magras é um lembrete importante: saúde não é apenas estética.

Metabolismo equilibrado, alimentação adequada, atividade física e acompanhamento médico regular são mais determinantes do que o número da balança.

Cuidar da saúde vai além do espelho 💛

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