Estresse nas empresas cresce e ações genéricas não mantêm desempenho
Técnicas curtas de regulação emocional são essenciais para saúde mental e produtividade no trabalho
O estresse no ambiente corporativo tem aumentado significativamente, acompanhando dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) que indicam um crescimento de 25% nos casos globais de ansiedade e depressão no primeiro ano da pandemia. O Brasil, que já liderava o ranking mundial de transtornos de ansiedade, enfrenta desafios para manter a saúde mental dos colaboradores, impactando diretamente na produtividade e nos índices de absenteísmo.
Apesar da popularização de aplicativos e programas internos de bem-estar, a adesão a essas ações costuma ser baixa e seus efeitos, limitados. Claudia Faria, especialista em regulação emocional e criadora do método Yoga Adventure, aponta que o problema não está na falta de informação, mas na ausência de repetição estruturada. “O corpo não aprende com estímulos pontuais. Constância é o que transforma a prática em habilidade”, explica.
Um ponto crucial destacado pela especialista é o tempo disponível do colaborador. Segundo ela, “o colaborador não se permite doar 30 minutos no meio do expediente para uma atividade estruturada. Ele faz a pausa para o café, mas não percebe que pode usar dois ou três minutos para regular o próprio estado fisiológico”. Essa percepção reforça a importância de técnicas rápidas de respiração, que podem ser aplicadas em poucos minutos e integradas à rotina sem atrapalhar a produtividade.
Do ponto de vista fisiológico, o estresse crônico está associado à ativação prolongada do sistema nervoso simpático e à liberação constante de cortisol. Técnicas respiratórias aplicadas regularmente ajudam a modular essa resposta, promovendo maior foco e clareza mental. Claudia Faria ressalta que “respiração não é relaxamento superficial. É ferramenta de gestão emocional e tomada de decisão”.
Para que as empresas obtenham resultados mensuráveis, a especialista recomenda cinco estratégias para estruturar programas eficazes de regulação emocional: conectar a prática a situações concretas do trabalho, priorizar métodos com acompanhamento, capacitar lideranças para legitimar o programa, estabelecer uma frequência mínima de sessões curtas e definir indicadores claros como absenteísmo e percepção de estresse para avaliação do impacto.
Claudia alerta que a diferença entre uma experiência pontual e o treinamento de estabilidade emocional aplicada ao trabalho está na constância e no método. “Não se trata de inserir mais uma atividade no calendário. Trata-se de treinar o corpo para sustentar performance no longo prazo”, conclui.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



