Vitamina B3 e o Controle da Compulsão por Doces: Uma Nova Perspectiva Científica

Como o déficit de vitamina B3 pode influenciar o apetite e abrir caminhos para o combate à obesidade de forma natural

Estudos realizados na Faculdade de Medicina de Copenhagen indicam que a vitamina B3 pode ajudar a controlar o apetite e prevenir o consumo excessivo de açúcar. Você já sentiu aquela vontade incontrolável de comer doces, mesmo sem estar com fome? Pesquisadores do Centro de Pesquisa Metabólica da Faculdade de Medicina de Copenhagen, referência mundial em estudo de metabolismo, cérebro e nutrição, investigaram justamente esse comportamento e encontraram resultados surpreendentes.

Segundo o Dr. Adriano Faustino, médico especialista em geriatria, medicina funcional, fisiologia hormonal e obesidade, “essa pesquisa mostra que a fome não é apenas emocional; muitas vezes ela é causada por um desequilíbrio bioquímico”. O estudo, realizado com camundongos, revelou que níveis mais altos de vitamina B3 fizeram com que os animais preferissem água comum ao invés de água adoçada. A análise detalhada célula a célula mostrou que a vitamina atua diretamente no centro de recompensa do cérebro, modulando a preferência por doces.

Essa descoberta abre portas para entendermos melhor a compulsão alimentar e como podemos modular o apetite de forma natural. Esses achados podem ser fundamentais para estratégias de prevenção e controle da obesidade, mostrando que o desejo por doces não depende apenas de força de vontade, mas também de fatores bioquímicos. Além disso, a pesquisa evidencia a importância da vitamina B3 para quem busca reduzir o consumo de açúcar de forma saudável.

“A vitamina B3 pode ser altamente importante para quem deseja controlar o consumo de açúcar sem recorrer a métodos restritivos”, reforça Dr. Adriano Faustino. Com essas descobertas, cientistas e profissionais de saúde ganham novas perspectivas sobre o equilíbrio do apetite e a relação entre nutrição e comportamento, mostrando que pequenas intervenções bioquímicas, como reposições de nutrientes, podem ter impacto direto na saúde e no bem-estar, abrindo caminho para abordagens cada vez mais personalizadas e baseadas em evidências científicas.

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Por Adriano Faustino

Médico graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais; Especialista em Geriatria, Nutrologia (ABRAN), Medicina Funcional, Fisiologia Hormonal e Oncologia Integrativa; Título de Especialista em Medicina Legal e Perícias Médicas; Médico legista no Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte; Coordenador do Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital Regional de Betim; Professor universitário nas áreas de Medicina Legal, Anatomia Médica, Primeiros Socorros e Legislação Médica; Professor de Pós-Graduação na Fundação Unimed e no Mestrado em Saúde da Faculdade de Direito Milton Campos (MG); Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade (SBML) e da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO)

Artigo de opinião

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