Iniciativa une pesquisa e filantropia para avançar em doenças raras
Modelo colaborativo acelera tratamentos para 300 milhões de pacientes invisíveis
No Dia Mundial das Doenças Raras, celebrado em 28 de fevereiro, uma iniciativa internacional destaca um novo modelo que pode transformar a realidade de cerca de 300 milhões de pacientes ao redor do mundo. A Medulloblastoma Initiative (MBI) nasceu da experiência pessoal de Fernando Goldsztein, cujo filho foi diagnosticado com meduloblastoma, o tumor cerebral maligno mais comum na infância. Diante da falta de alternativas eficazes e do desinteresse da indústria farmacêutica, a MBI aposta na ciência colaborativa e no financiamento filantrópico estratégico para viabilizar pesquisas.
O meduloblastoma representa um paradoxo frequente em doenças raras: apesar de ser o tumor pediátrico mais comum e responsável por 20% dos casos em crianças, o tratamento padrão é antigo e agressivo, com efeitos colaterais graves e sem resposta em até 25% dos casos. Segundo Goldsztein, “o problema não é falta de ciência. É falta de decisão. Quando você cria as condições certas para os melhores pesquisadores trabalharem juntos, sem barreiras, sem competição por crédito, os resultados aparecem muito mais rápido do que o sistema tradicional faz crer”.
Fundada em 2021, a MBI reúne mais de 30 especialistas em 16 instituições nos Estados Unidos, Canadá e Alemanha, com um financiamento filantrópico de US$ 11 milhões. O consórcio já teve dois ensaios clínicos aprovados pelo FDA, um recorde para a área, e prepara outros dois para 2026. Entre as pesquisas estão testes com imunoterapia avançada e o desenvolvimento de uma vacina baseada em RNA mensageiro, tecnologia que revolucionou o combate à Covid-19.
O modelo da MBI rompe com o financiamento científico tradicional: 100% dos recursos vão diretamente à pesquisa, não há custos administrativos, e os dados são compartilhados entre todos os laboratórios, evitando duplicações e acelerando resultados. A iniciativa também firmou parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein, no Brasil, para futuras colaborações e troca de experiências.
Mais do que focar em uma doença específica, a MBI propõe um modelo replicável para outras doenças raras, que enfrentam o desafio do baixo interesse comercial e do financiamento público insuficiente. Goldsztein sintetiza: “Cada família que enfrenta um diagnóstico sem resposta está vivendo uma falha do sistema, não da medicina. A ciência tem capacidade. O que falta é organização e recursos. Quando você oferece os dois, o caminho aparece”.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



