Efeitos do chip da beleza na voz: 4 mudanças que você precisa saber

Hormônios androgênicos podem alterar a voz feminina e há opções para tratamento vocal

O chamado “chip da beleza”, um implante hormonal subcutâneo que libera testosterona, tem ganhado popularidade por suas promessas estéticas e de melhora no desempenho físico. Porém, além dos efeitos metabólicos, especialistas alertam para mudanças significativas e, muitas vezes, permanentes na voz feminina.

O otorrinolaringologista e laringologista Dr. Guilherme Catani explica que “qualquer hormônio exógeno com ação androgênica pode provocar alterações estruturais nas pregas vocais, levando a mudanças definitivas na voz, como agravamento do timbre e instabilidade vocal”. Isso ocorre porque a testosterona estimula o espessamento das pregas vocais e o aumento da massa muscular da laringe, reduzindo a frequência fundamental da voz e tornando-a mais grave.

O primeiro efeito perceptível é o engrossamento vocal, também chamado de virilização da voz, que pode se manifestar de forma progressiva, deixando o timbre mais grave e, em alguns casos, com características masculinizadas. Além disso, o uso hormonal pode causar rouquidão persistente devido ao edema e à alteração do padrão de vibração das pregas vocais, resultando em voz áspera, instável ou com falhas.

Dr. Catani destaca que “não é apenas uma voz mais grave. Muitas pacientes relatam perda de qualidade vocal, cansaço ao falar e dificuldade para sustentar a emissão”. Outro impacto importante é a perda da extensão vocal, especialmente nos tons mais agudos, o que pode afetar profissionais que dependem da voz no trabalho, reduzindo o alcance e a flexibilidade vocal.

Além das mudanças físicas, há também uma repercussão emocional significativa, já que a voz é um importante marcador de identidade e reconhecimento social. “A voz é parte de quem somos. Uma mudança inesperada pode gerar estranhamento, sofrimento e impacto na autoestima”, ressalta o especialista.

Quanto à reversão, embora parte das alterações possa ser definitiva, existem opções terapêuticas para readequação vocal. O tratamento pode incluir fonoterapia e, quando indicado, procedimentos cirúrgicos como a vaporização da musculatura das pregas vocais com laser de CO₂ e a glotoplastia, técnicas que permitem aumentar a frequência da voz e ajustar parâmetros vocais.

Dr. Catani reforça que “a melhor estratégia ainda é a informação e o acompanhamento adequado antes do uso de hormônios. Hormônio não é recurso estético isento de risco. Quando falamos de voz, estamos falando de estrutura anatômica. E qualquer intervenção deve ser feita com consciência dos possíveis impactos”.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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