Aline Campos alerta sobre HPV e reforça prevenção do câncer de colo do útero
Atriz relata cirurgia após lesão causada pelo HPV e destaca vacinação e diagnóstico precoce
A atriz e influenciadora Aline Campos, conhecida por sua participação no BBB, revelou que precisou passar por uma cirurgia após a identificação de uma lesão causada pelo papilomavírus humano (HPV). A descoberta ocorreu durante exames de rotina, ressaltando a importância do acompanhamento médico para um diagnóstico precoce e tratamento eficaz. “Se você detectar a tempo, você pode se tratar”, afirmou Aline em entrevista à Quem, destacando também a relevância da vacinação, que está disponível gratuitamente pelo SUS para crianças e adolescentes até 14 anos.
O câncer de colo do útero é uma das principais causas de morte por câncer entre mulheres jovens no Brasil, sendo a doença mais letal entre mulheres com menos de 36 anos. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 19.310 novos casos por ano no país entre 2026 e 2028. No cenário global, o GLOBOCAN 2023 aponta 662 mil novos diagnósticos anuais. A principal causa da doença é a infecção persistente pelo HPV, vírus comum e, em grande parte dos casos, evitável por meio de medidas preventivas simples.
As oncologistas Larissa Müller Gomes e Andreia Melo, da Oncoclínicas, explicam que a vacinação e o rastreamento com teste de DNA-HPV são as estratégias mais eficazes para reduzir a mortalidade, que pode cair em até 90% quando o câncer é diagnosticado precocemente. Larissa reforça que “falar de prevenção feminina é falar de HPV. E não podemos mais tratar esse assunto como tabu. É um problema social, econômico e de saúde pública.” Ela também alerta para a baixa cobertura vacinal no Brasil, onde entre 2014 e 2023 apenas 56,8% dos meninos e 81,1% das meninas receberam a primeira dose da vacina.
A infecção pelo HPV é extremamente comum: cerca de 80% das pessoas com vida sexual ativa terão contato com o vírus ao longo da vida. Embora o organismo elimine o vírus na maioria dos casos, a persistência de tipos de alto risco pode levar ao desenvolvimento de lesões pré-cancerosas e, eventualmente, ao câncer. O estudo POP-Brasil (2015–2017) revelou prevalências superiores a 60% em algumas capitais brasileiras.
Andreia Melo destaca a importância de agir antes do surgimento da doença: “A prevenção é a melhor escolha. É fundamental que famílias e profissionais de saúde unam esforços para proteger meninas e meninos de uma doença grave, mas evitável.” A vacinação, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como principal estratégia para eliminar o câncer de colo do útero até 2030, aliada ao teste de DNA-HPV, que detecta a infecção antes que evolua para o câncer, representam avanços importantes.
O câncer de colo do útero não impacta apenas a saúde das mulheres, mas também tem consequências sociais graves, como a estimativa de que cerca de 200 mil crianças fiquem órfãs de mãe todos os anos devido à doença. “Vacinação, rastreamento e informação são as três chaves que podem mudar completamente essa realidade”, conclui Larissa.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



