Nova geração de mulheres líderes transforma cultura corporativa e gestão
Liderança feminina redefine prioridades, colaboração e bem-estar nas empresas
A presença feminina em cargos de liderança sênior tem avançado, mas ainda representa 34% do total global, com a expectativa de alcançar a paridade apenas em 2051, segundo levantamento da consultoria Grant Thornton. Esse cenário revela que, apesar do progresso, as barreiras estruturais ainda desafiam as mulheres no topo das organizações.
Para especialistas, chegar à liderança é apenas o começo de uma nova fase, marcada por transformações na forma de gerir. Surama Jurdi, CEO da Surama Jurdi Academy, destaca que a nova geração de mulheres líderes “não está focada apenas em ocupar espaços, mas em transformar culturas e as tomadas de decisões, priorizando processos mais colaborativos, equilíbrio entre resultados e bem-estar das equipes, e sem medo de trazer autenticidade no dia a dia”. Ela reforça que essa geração “redefine liderança ao mostrar que autoridade não precisa ser sinônimo de rigidez”.
No ambiente corporativo, observa-se uma gestão mais horizontal, com decisões compartilhadas, maior atenção à diversidade e cuidado com a saúde mental das equipes. Essa abordagem contrasta com modelos tradicionais, rígidos e centralizadores, e busca transformar práticas e padrões do mercado.
Diferentes líderes exemplificam essa nova forma de comandar. Nereide dos Anjos, co-fundadora da Anjos Colchões & Sofás, afirma que “gestão é sobre prioridade: quando sei o que vem primeiro, as decisões fluem com clareza e coerência”. Ela integra espiritualidade e estratégia e valoriza estar presente na operação para garantir decisões firmes e leves.
Caroline Jurdi, CEO da CJ Hub, ressalta que a liderança eficaz exige clareza de propósito e confiança na equipe, promovendo autonomia e adaptabilidade. “Hoje, liderar deixou de ser controle e passou a ser a capacidade de leitura rápida de cenário e tomada de decisão ágil”, comenta. Para ela, o autocuidado e o esporte são fundamentais para alta performance, ensinando disciplina e resiliência.
Gisele Rizzi, diretora de Marketing da Empreender Dinheiro, destaca a importância da intencionalidade e equilíbrio: “Alta performance não combina com múltiplos interesses e exige intencionalidade nas prioridades”. Ela valoriza o esporte e o autocuidado como investimentos essenciais para manter clareza mental e qualidade nas decisões.
Karoline Monteiro, CEO do Monteiro AKL Advocacia, compartilha que após enfrentar um burnout, passou a focar em um modelo de gestão mais humano e sustentável. “Liderar não é controlar, mas criar estruturas onde as pessoas possam performar sem adoecer”, afirma.
Juliana Pitelli, sócia-diretora da Maria Brasileira, destaca a mudança do “manda quem pode” para o “engaja quem inspira”, substituindo a busca pela perfeição por uma liderança baseada em estratégia, dados e intuição analítica.
Ana Casagrande, CEO da Escola Mira, reforça que “uma boa gestão começa na coerência, o que é falado precisa ser vivido no dia a dia”. Ela destaca a importância da escuta, respeito e clareza para construir confiança e autoconfiança na equipe, além do autocuidado como base para equilíbrio emocional e desempenho.
Esses relatos evidenciam que a nova geração de mulheres no comando está redefinindo o conceito de liderança, priorizando ambientes colaborativos, saúde mental e autenticidade, com foco no desenvolvimento sustentável das organizações.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



