Mês de conscientização destaca sinais e tratamento da Doença do Enxerto contra Hospedeiro
Especialistas alertam para sintomas após transplante de células-tronco e avanços no cuidado da DECH
O mês de fevereiro é dedicado à conscientização mundial sobre a Doença do Enxerto contra o Hospedeiro (DECH), uma complicação que pode surgir após o Transplante de Células Tronco Hematopoéticas (TCTH). Embora o transplante seja um marco importante no tratamento de cânceres do sangue, como leucemias e linfomas, o período pós-transplante exige atenção contínua para identificar e tratar a DECH, que pode aparecer dias ou até meses depois do procedimento.
Segundo o hematologista Celso Arrais, coordenador do Serviço de Transplante de Medula Óssea do Hospital Nove de Julho e professor da UNIFESP, “o cuidado não termina quando o transplante dá certo. O período pós-transplante exige atenção contínua”. A DECH ocorre quando as células imunológicas do doador reconhecem os tecidos do receptor como estranhos e iniciam uma reação inflamatória, mesmo com compatibilidade total entre doador e receptor.
A doença pode se manifestar de forma aguda, nas primeiras semanas, ou evoluir para a forma crônica, que é mais comum e prolongada. A DECH crônica pode afetar vários órgãos simultaneamente, incluindo pele, olhos, boca, pulmões, fígado, músculos e articulações. Entre os sintomas estão manchas e endurecimento da pele, coceira persistente, ressecamento ocular e oral, fadiga intensa, dor crônica, dificuldade respiratória e infecções recorrentes.
O diagnóstico da DECH é clínico e pode ser desafiador, pois os sintomas não são específicos. “Quanto mais cedo a DECH é reconhecida, maiores são as chances de controlar a doença e evitar sequelas”, destaca Arrais. O acompanhamento regular após o transplante é fundamental para identificar sinais precoces e iniciar o tratamento adequado.
O Brasil é o terceiro maior doador de medula óssea do mundo, o que reforça a importância da educação sobre a DECH para pacientes, familiares e profissionais de saúde. Em setembro de 2025, a Anvisa aprovou o uso do medicamento Rezurock® (belumosudil) para pacientes a partir de 12 anos com DECH crônica, após falha em pelo menos duas linhas de tratamento. Esta é a primeira terapia específica aprovada no Brasil para essa condição, atuando diretamente na redução da inflamação e fibrose.
Apesar da gravidade da DECH, o controle adequado permite que muitos pacientes melhorem com o tempo, reduzam o uso de medicamentos e levem uma vida próxima do normal. Algumas sequelas podem persistir e demandam acompanhamento contínuo.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



