Livro revela como o negacionismo ameaça a democracia no Brasil
Obra de José Szwako desmonta mitos e explica conexões com a extrema-direita
O negacionismo é muito mais do que um erro de informação ou um desvio irracional. Conforme explica o professor de sociologia José Szwako em seu livro “Negacionismos & Extrema-Direita”, lançado pela Editora Telha, trata-se de um fenômeno político e cultural com raízes profundas que ameaça a democracia e a ciência. A obra desmonta os mitos em torno do negacionismo e revela como ele se articula para atacar governos, instituições e direitos conquistados.
Szwako destaca que o negacionismo lança dúvidas infundadas sobre governos democráticos e corrói a confiança nas instituições, um dos pilares centrais da vida em sociedade. Quando consensos acadêmicos são substituídos por narrativas conspiratórias, o debate público se torna refém da desinformação. Isso enfraquece a legitimidade das eleições, desacredita órgãos de controle e imprensa, e cria um ambiente onde decisões coletivas são tomadas com base em valores excludentes e hierárquicos.
“O livro nasce do desejo de contribuir para o debate público sobre o negacionismo de forma nuançada e informada, partindo da ideia de que ele não pode ser entendido como mero problema individual ou cognitivo”, afirma José Szwako. A obra reúne pesquisas e experiências do Brasil e do mundo, valorizando as vozes de grupos democráticos que enfrentam essas disputas cotidianas e ajudam a pensar caminhos para a defesa da ciência e da democracia.
Além disso, o negacionismo aprofunda a polarização social e favorece a instabilidade política. Ao incentivar a ideia de que governos democraticamente eleitos são ilegítimos, abre espaço para atitudes antidemocráticas, como a recusa ao diálogo e a legitimação da violência política. A sociedade passa a enxergar adversários políticos como inimigos, dificultando consensos necessários para enfrentar problemas complexos.
“Negacionismos & Extrema-Direita” também provoca uma reflexão sobre a aparente crise da ciência. Segundo o autor, “longe de estar em crise, a ciência goza de grande prestígio no Brasil. É justamente essa crença disseminada na sua autoridade que torna possível sua deturpação e seu uso político e econômico”. O negacionismo, portanto, não nega as ciências, mas se vale delas para fabricar falsas dúvidas sobre políticas públicas, intelectuais e a própria democracia.
Com 232 páginas, o livro está disponível pela Editora Telha e oferece uma análise crítica e embasada sobre um tema urgente para a sociedade contemporânea, convidando à ação informada para a defesa dos valores democráticos. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



