Como o conceito de comunidade transforma a comunicação das marcas de moda

Marcas apostam em experiências e pertencimento para fidelizar consumidores em 2026

No cenário atual da moda, alcançar um grande volume e alcance já não é suficiente para garantir a fidelidade do consumidor. O público moderno está saturado de conteúdos e busca algo além do produto: deseja sentir pertencimento. Segundo Beatriz Illipronti, fundadora da agência Moda Comunica, “o consumidor não quer apenas ser impactado. Ele quer pertencer”.

Essa mudança de comportamento tem levado as marcas a investirem na construção de comunidades e conexões emocionais, criando espaços e narrativas que convidam à troca e fortalecem o vínculo com o público. Como resultado, a percepção de valor da marca cresce de forma sustentável.

Dados da consultoria McKinsey indicam que marcas com alto nível de conexão emocional têm até três vezes mais probabilidade de fidelizar seus clientes. No setor da moda, ligado diretamente à identidade pessoal, essa estratégia se mostra especialmente eficaz.

Um exemplo emblemático dessa tendência foi a apresentação do cantor Bad Bunny no Super Bowl LX Halftime Show, que celebrou a identidade e cultura latina em um dos maiores palcos de entretenimento dos Estados Unidos. A performance, quase toda em espanhol, destacou a importância do pertencimento coletivo e da representação cultural para milhões de espectadores. Uma pesquisa da ThinkNow revelou que 60% dos latinos e jovens entrevistados consideram essa presença positiva para a representação cultural, evidenciando o poder da conexão emocional em eventos de grande alcance.

No universo da moda, essa lógica se traduz em ações concretas como eventos presenciais, ativações em lojas e experiências colaborativas. A marca Kika, por exemplo, promoveu uma ação de customização de mochilas em lojas parceiras, que além de aumentar as vendas, gerou um sentimento de pertencimento entre clientes e lojistas. Beatriz Illipronti reforça que “experiências como essa transformam consumidores em participantes ativos da marca” e que “a comunidade não se constrói com campanhas isoladas ou conteúdos soltos. Ela se constrói com intenção, narrativa e trocas reais.”

O sucesso dessas estratégias indica que o marketing tradicional, focado em métricas de alcance e curtidas, já não atende às demandas do consumidor atual, que valoriza marcas alinhadas a seus valores e identidade. Para 2026, especialistas apontam que essa tendência deve se consolidar, especialmente em mercados competitivos como o da moda, onde a experiência e o relacionamento emocional fazem a diferença entre um crescimento passageiro e uma presença duradoura.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 65 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar