Como calor e chuvas intensas aumentam os riscos de surtos de dengue
Entenda o papel do clima e da prevenção no combate ao Aedes aegypti nas cidades
A combinação de ondas de calor e chuvas intensas cria um cenário ideal para surtos de dengue, conforme explica Karla Teixeira, gestora do programa Techdengue. O calor acelera o ciclo biológico do mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, zika e chikungunya, aumentando a quantidade de mosquitos em circulação em menos tempo. Já as chuvas contribuem para o acúmulo de água parada em locais como recipientes improvisados, calhas, lajes e caixas d’água destampadas, favorecendo a proliferação do vetor.
Segundo Karla, “mais de 85% dos focos do Aedes aegypti geralmente são encontrados dentro dos imóveis vistoriados”. Por isso, a principal medida de prevenção é evitar água parada dentro de casa, especialmente em períodos de chuva intensa. Após temporais, é comum que caixas d’água fiquem destampadas ou mal vedadas, criando criadouros perfeitos para o mosquito. A gestora alerta que “muitas vezes a tampa até está próxima da caixa, mas não foi recolocada corretamente após o vento forte”.
A vistoria semanal da residência deve incluir quintais, ralos, calhas, bandejas de ar-condicionado e qualquer estrutura que possa acumular água. Pequenos cuidados diários fazem grande diferença para reduzir o risco de proliferação do Aedes. Entre os erros comuns da população estão a falta de verificação periódica dos imóveis, a higienização inadequada de recipientes de animais domésticos e o uso incorreto de pratinhos de plantas. Karla explica que “muita gente não sabe que, se o pratinho ficou com água parada, a fêmea pode ter depositado ovos nas paredes internas. Esses ovos podem ficar viáveis por até 365 dias e eclodem quando entram novamente em contato com a água”.
Além da participação da população, ações estruturadas do poder público são essenciais para o enfrentamento da dengue. O programa Techdengue utiliza tecnologias como drones, inteligência territorial e análise de dados para identificar áreas críticas e problemas estruturais que favorecem a proliferação do mosquito. “A tecnologia permite identificar concentrações de risco e articular ações conjuntas entre diferentes secretarias, quebrando o ciclo de transmissibilidade do vetor”, destaca Karla.
Municípios que adotam estratégias contínuas apresentam resultados mais consistentes do que aqueles que agem apenas durante epidemias. A combinação de novas ferramentas tecnológicas com ações tradicionais e educação da população é fundamental para o combate efetivo às arboviroses. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



