Como a bagunça no trabalho afeta foco, saúde mental e produtividade

Entenda a relação entre ambiente desorganizado e desempenho laboral no dia a dia

Ambientes desorganizados deixaram de ser apenas um incômodo visual para se tornarem um fator que impacta diretamente o foco, a produtividade e a saúde mental no trabalho. Pesquisas em neurociência mostram que o excesso de estímulos visuais aumenta a carga cognitiva, dificultando a concentração em tarefas que exigem atenção contínua. Para o cérebro, pilhas de papéis, fios embolados e objetos fora do lugar funcionam como um ruído constante que compete pela atenção, consumindo recursos mentais importantes para o pensamento estratégico e a criatividade.

De acordo com dados do DataSenado divulgados em 2024, 45% dos trabalhadores brasileiros avaliam que o trabalho prejudica sua saúde mental, e 42% relatam dificuldade para dormir por preocupações relacionadas à rotina profissional. Embora a pesquisa não trate diretamente da limpeza dos espaços, ela reforça a conexão entre ambiente, estresse e desempenho no trabalho.

O ambiente físico, muitas vezes tratado como detalhe, tem papel estratégico no bem-estar profissional. Espaços sujos, desorganizados ou mal cuidados ampliam a sensação de desgaste e falta de controle, alimentando o chamado presentismo — quando o profissional está presente, mas rende menos. “A produtividade muda quando o espaço está limpo e organizado, isso é visível no dia a dia. Mesa lotada, chão sujo e objetos espalhados viram distração constante. Quando o ambiente está em ordem, a pessoa rende mais e se sente melhor”, afirma José Roberto Campanelli, diretor da rede de franquias de intermediação de serviços domésticos Mary Help.

Segundo Campanelli, o erro mais comum é tratar a limpeza como um evento isolado. “Não adianta fazer um grande mutirão uma vez por ano. A manutenção é que sustenta um ambiente saudável e acolhedor, tanto em casa quanto no trabalho”, destaca. Transformar o ambiente não exige grandes investimentos, mas sim constância. Reduzir excessos sobre a mesa, separar o espaço por função e manter rotinas regulares de limpeza ajudam a diminuir estímulos desnecessários, devolvendo fluidez ao dia.

Atualmente, saúde mental, foco e produtividade estão no centro das discussões corporativas. Ignorar o ambiente físico é manter um ruído ativo onde poderia haver clareza. Cuidar do espaço de trabalho deixou de ser apenas uma questão de organização e passou a ser parte da equação de desempenho, bem-estar e sustentabilidade do próprio trabalho. Quando o ambiente colabora, a concentração deixa de ser um esforço permanente e volta a ser consequência natural da rotina.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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