Barreiras invisíveis que limitam mulheres no topo das empresas brasileiras
Estudo revela critérios e ambientes que dificultam a ascensão feminina na liderança
No Dia Internacional da Mulher, um estudo da Hogan Assessments, consultoria global com mais de 40 anos de atuação, traz à tona três barreiras invisíveis que ainda afastam mulheres do topo das empresas, mesmo com formação e desempenho equivalentes aos homens. A análise, baseada em décadas de dados e mais de 13 milhões de avaliações, mostra que o problema não está na capacidade, mas em critérios de avaliação distorcidos, ambientes organizacionais que penalizam certos estilos de liderança e decisões de promoção baseadas em percepções subjetivas.
No Brasil, as mulheres ocupam cerca de 38% dos cargos de liderança, mas apenas 17% das posições de CEO em grandes empresas, segundo dados do IBGC de 2023. “Quando analisamos décadas de dados sobre personalidade e performance, não encontramos diferenças relevantes entre homens e mulheres nos fatores que realmente predizem sucesso em liderança”, afirma Allison Howell, CEO da Hogan Assessments. Isso indica que o gargalo está nos sistemas, não no talento.
O primeiro fator identificado é que os critérios de avaliação valorizam traços visíveis como autoconfiança elevada e autopromoção, enquanto características essenciais como julgamento equilibrado, autocontrole e capacidade de aprendizado recebem menos atenção. No Brasil, onde o networking informal pesa nas decisões, essa subjetividade pode limitar o acesso das mulheres a oportunidades estratégicas.
O segundo mito combatido pelo estudo é a suposta “falta de ambição” feminina. Howell explica que “as mulheres não são menos ambiciosas”, mas que recuam em ambientes com critérios de avanço pouco claros, uma decisão estratégica e não falta de aspiração. Pesquisas da McKinsey & Company confirmam que mulheres demonstram interesse em crescimento profissional semelhante ao dos homens, embora enfrentem maior desgaste emocional.
Por fim, a pesquisa mostra que a desigualdade começa antes mesmo de cargos executivos, em processos de contratação, promoções intermediárias e decisões de patrocínio, onde julgamentos subjetivos influenciam quem recebe apoio e visibilidade. “Grande parte da desigualdade observada nos cargos mais altos começa a se formar muito antes de os títulos executivos entrarem em cena”, destaca Howell.
O estudo reforça que o Dia Internacional da Mulher é um convite à revisão dos critérios de liderança e à valorização das diferentes formas de liderar. “Entender como você lidera, o que a motiva e onde é mais eficaz pode ser uma fonte poderosa de autonomia — mesmo quando os sistemas demoram a evoluir”, conclui Howell. O desafio está em manter-se visível, engajada e autêntica, conduzindo de forma alinhada com quem se é, mesmo que o reconhecimento demore.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



