Absorvente interno: mitos, cuidados e uso seguro para mulheres
Esclarecimentos essenciais para o uso correto e confortável do absorvente interno
Apesar de ser um método amplamente utilizado, o absorvente interno ainda gera dúvidas e receios entre mulheres e adolescentes. Muitas perguntas simples não são feitas por vergonha ou falta de informação adequada. Para esclarecer os principais mitos e orientações sobre o uso seguro, a ginecologista Camila Bolonhezi explica o que é verdade, o que é mito e quais cuidados são essenciais.
Uma dúvida comum é se é preciso trocar o absorvente interno depois de fazer xixi. A médica esclarece que “o absorvente interno fica posicionado dentro da vagina, enquanto a urina sai pela uretra. Portanto, ele não se molha diretamente durante o xixi”. No entanto, a cordinha pode ficar úmida e causar desconforto. A recomendação é segurá-la para o lado durante a micção ou protegê-la com papel higiênico. Caso fique molhada, o ideal é trocar o absorvente para evitar odores e incômodo.
Outro ponto importante é o uso do absorvente interno durante a relação sexual. Camila é enfática: “O absorvente interno ocupa o canal vaginal. A penetração com ele pode causar dor, sangramento e até aumentar o risco de infecção — o que, em casos mais graves, pode trazer impactos à saúde reprodutiva.” Caso a mulher esqueça de retirar antes da relação, é fundamental procurar atendimento ginecológico para avaliação.
Sobre o receio de empurrar o absorvente muito fundo e perder a cordinha, a orientação principal é manter a calma. “O absorvente não vai se perder dentro do corpo. A vagina é um canal fechado”, explica a ginecologista. Se a cordinha não estiver visível, recomenda-se lavar bem as mãos, relaxar o corpo, agachar ou elevar uma perna e introduzir o dedo cuidadosamente para localizar e puxar. Se não for possível remover, a retirada pode ser feita no consultório, sem complicações.
Quanto ao tempo de uso, dormir com absorvente interno pode ser seguro, desde que não ultrapasse oito horas. “O uso prolongado aumenta o risco de infecções e da síndrome do choque tóxico, embora seja raro”, esclarece Camila. Em caso de dúvida, a recomendação é optar por métodos externos durante a noite.
Por fim, o absorvente interno pode causar secura vaginal, pois “ele absorve o sangue menstrual, mas também parte da umidade natural da vagina”. Mulheres com tendência à secura, especialmente as que usam anticoncepcional hormonal, podem sentir mais desconforto. Nestes casos, a orientação é alternar com outros métodos menstruais e observar a reação do corpo.
Para Camila Bolonhezi, falar abertamente sobre saúde íntima é fundamental para que as mulheres façam escolhas conscientes e seguras. “Informação reduz medo. Quando entendemos nosso corpo, usamos os métodos de forma mais tranquila e adequada”, conclui.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



