Riscos das canetas emagrecedoras e a importância do acompanhamento médico

Especialista alerta para uso indiscriminado e perigos de produtos falsificados

O uso das chamadas “canetas emagrecedoras” voltou a ser motivo de preocupação após alerta recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre 2020 e dezembro de 2025, foram registradas 145 notificações de suspeita de pancreatite aguda no Brasil, com seis óbitos relacionados ao uso desses medicamentos. A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas que pode evoluir para quadros graves e até fatais.

A endocrinologista Elizandra Nasser de Almeida, da Paraná Clínicas, explica que esses medicamentos foram desenvolvidos para uso contínuo, principalmente no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, doenças crônicas que demandam acompanhamento rigoroso. “Os efeitos mais comuns são gastrointestinais, como náusea e constipação, especialmente no início do tratamento. Em uso prolongado, quando bem indicados e acompanhados, apresentam bom perfil de segurança”, afirma a especialista.

A médica ressalta que o risco de pancreatite e doença biliar existe, mas é pequeno e ocorre em pessoas predispostas. Além disso, ela destaca a importância da orientação nutricional e da prática de exercícios físicos para evitar a perda de massa muscular durante o tratamento. “A segurança depende da indicação correta e do acompanhamento médico, não apenas do tempo de uso”, reforça Elizandra.

Outro ponto crítico é a comercialização de versões manipuladas ou falsificadas dessas canetas. A Anvisa alerta que a venda desses produtos representa um risco grave à saúde e configura crime. “Produtos sem procedência podem ter dose incorreta, não conter o princípio ativo adequado ou até apresentar contaminação. Estamos falando de medicamentos injetáveis, que exigem controle rigoroso. Sem estudos clínicos robustos, não há garantia de eficácia nem de segurança. Procedência, nesse caso, é uma questão de saúde”, destaca a endocrinologista.

Os medicamentos agonistas de GLP-1 atuam no controle do apetite, saciedade, esvaziamento gástrico e metabolismo da glicose. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental para confirmar a indicação, ajustar doses e monitorar efeitos adversos. “O acompanhamento é fundamental para confirmar a indicação, ajustar doses, monitorar efeitos adversos, preservar massa muscular e integrar alimentação e exercício ao tratamento”, explica Elizandra.

O alerta das agências reguladoras reforça que o emagrecimento seguro não se baseia apenas em uma aplicação semanal, mas em um plano terapêutico estruturado, individualizado e acompanhado por profissionais de saúde. O uso indiscriminado e sem critério técnico aumenta os riscos, enquanto a supervisão médica adequada pode trazer benefícios importantes.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 84 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar