Relatório GPTW 2026 destaca incertezas e desafios no mercado de trabalho
Desenvolvimento de lideranças e contratação qualificada são prioridades para as empresas em 2026
O mercado de trabalho brasileiro e latino-americano entra em 2026 com um cenário marcado por incertezas, conforme revela a 8ª edição do Relatório de Tendências em Gestão de Pessoas do Great Place To Work (GPTW), consultoria global referência em cultura organizacional. O estudo, que reuniu dados de diversos estados brasileiros e países da América Latina, mostra que o sentimento de incerteza em relação às perspectivas de negócios saltou de 16% em 2019 para 35,4% em 2026, atingindo o maior índice da série histórica.
Entre os principais desafios para as empresas, o desenvolvimento e capacitação de lideranças ocupa o primeiro lugar, com 57,4% dos respondentes apontando essa prioridade — o maior percentual dos últimos cinco anos. Segundo o relatório, “a ascensão do desenvolvimento da liderança ao primeiro lugar na lista de desafios indica necessidade de formar e capacitar líderes para acompanhar as rápidas transformações do mundo do trabalho”. A pesquisa também destaca que, embora a empatia tenha sido a característica mais valorizada nas lideranças nos últimos anos, em 2026 a capacidade de entregar resultados assumiu o topo da lista, com 57,4%. Além disso, quase metade dos participantes (49,8%) considera a comunicação eficiente uma habilidade essencial para líderes, incluindo a capacidade de dar feedbacks de qualidade e exercer escuta ativa.
Outro ponto que ganhou relevância é a contratação de profissionais qualificados, que passou de 12% para 21,9% como prioridade para as empresas. O relatório também aponta que o modelo de trabalho influencia diretamente a atração de talentos: empresas que operam exclusivamente no formato presencial enfrentam mais dificuldades para preencher vagas do que aquelas que adotam modelos híbridos ou remotos. No Brasil, o formato presencial ainda lidera com 51,1%, seguido pelo híbrido com 41,3%.
Em relação à saúde mental, o estudo observa uma mudança significativa. Pela primeira vez em três anos, o tema sai da lista dos maiores desafios, caindo de 30% para 19,3%. Essa queda, no entanto, não indica negligência, mas sim uma “maior maturidade na abordagem do assunto, com avanços em orçamento, práticas mais estruturadas e crescimento das empresas que realizam mapeamento de riscos psicossociais”, conforme explica Daniela Diniz, diretora de comunicação e relações institucionais do GPTW e coordenadora do estudo.
Outros temas abordados incluem diversidade, equidade e inclusão, que continuam relevantes para 59,7% das organizações, mas ainda enfrentam limitações orçamentárias. A agenda ESG é considerada estratégica por 42,5% dos respondentes, embora quase 20% ainda não a vejam como prioridade. A inteligência artificial também cresce em importância, subindo para 18,7%, mas ainda ocupa a 8ª posição no ranking de prioridades.
A pesquisa contou com 1.577 respondentes, em sua maioria líderes de Recursos Humanos, de diferentes gerações e setores, principalmente tecnologia, telecomunicações, serviços e financeiro. Os dados foram elaborados com informações da assessoria de imprensa do GPTW, refletindo as tendências e desafios que moldam o ambiente corporativo para 2026.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



