Mulheres ampliam renda com empreendedorismo digital e e-commerce no Brasil

Como o comércio eletrônico tem transformado trajetórias e impulsionado a renda feminina

O empreendedorismo digital tem se consolidado como uma importante alternativa para ampliar a renda das mulheres brasileiras. Em um cenário onde, segundo o IBGE, elas ainda recebem em média cerca de 20% menos que os homens, o comércio eletrônico surge como uma porta de entrada para a mobilidade social e a geração de renda.

De acordo com dados do Sebrae, as mulheres já representam mais de 34% dos empreendedores no país, com um crescimento acelerado especialmente nos negócios digitais e no e-commerce. Esse avanço é impulsionado por segmentos como moda, beleza, bem-estar e produtos personalizados, áreas em que a digitalização reduz custos fixos e barreiras logísticas, facilitando o acesso ao mercado formal.

A trajetória de Sabrina Nunes exemplifica esse movimento. Ex-cortadora de cana-de-açúcar, ela se tornou referência em vendas online e fundadora da Francisca Joias, a maior loja online de semijoias do Brasil. Com 14 anos de experiência no mercado digital, Sabrina atua na formação de mulheres que buscam transformar experiências de vulnerabilidade em fontes estruturadas de renda por meio de lojas virtuais.

Segundo Sabrina, “o digital não elimina desigualdades sozinho, mas cria atalhos que antes não existiam para quem não tinha capital, tempo ou rede de apoio”. Ela destaca que o diferencial está na adoção de modelos replicáveis, que dispensam estoques elevados e permitem uma escala gradual do negócio. “Quando a mulher entende que pode operar uma loja digital com processos simples e testados, ela deixa de depender apenas da força física ou de jornadas exaustivas. O negócio passa a trabalhar junto com ela”, afirma.

O crescimento do comércio eletrônico no Brasil reforça essa tendência. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico aponta que o setor faturou mais de R$185 bilhões nos últimos três anos, com forte participação de micro e pequenos negócios, muitos deles liderados por mulheres.

Além do impacto econômico, pesquisas do Sebrae indicam que negócios femininos tendem a reinvestir mais na família e na comunidade, ampliando o alcance social da renda gerada. Para Sabrina, a visibilidade dessas histórias ajuda a romper estigmas históricos. “Durante muito tempo, o trabalho braçal foi visto como destino final para muitas mulheres. O digital mostrou que é possível mudar a rota sem romantizar a pobreza, mas com método, educação e acesso à informação”, ressalta.

Especialistas apontam que a consolidação do empreendedorismo digital feminino deve se intensificar nos próximos anos, impulsionada pela expansão do acesso à internet e pela popularização das plataformas de venda. Assim, histórias reais de transformação econômica passam a integrar o debate sobre desenvolvimento e inclusão produtiva no Brasil.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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