Como escolher carne com segurança para evitar intoxicação alimentar
Dicas essenciais para comprar, transportar e armazenar carnes corretamente
Comprar carne com segurança é fundamental para evitar intoxicações alimentares, que podem causar sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e febre. A médica veterinária e especialista em segurança dos alimentos Paula Eloize destaca que a prevenção começa no momento da compra. “A segurança dos alimentos não depende apenas da indústria e da fiscalização. O consumidor também faz parte dessa cadeia de proteção. Observar detalhes simples pode evitar muitos problemas”, explica.
No açougue ou supermercado, alguns cuidados são essenciais. Primeiramente, a carne deve estar sob refrigeração constante. No balcão refrigerado, a temperatura precisa estar fria ao toque, pois produtos expostos fora do frio, mesmo por poucos minutos, podem sofrer multiplicação bacteriana. Além disso, a aparência da carne é um indicativo importante: a carne bovina fresca tem coloração vermelho-viva, sem manchas esverdeadas ou escurecimento excessivo; a carne de frango deve apresentar cor uniforme, sem pontos acinzentados; e a carne suína tem tonalidade rosada clara. Alterações na cor podem indicar deterioração.
O odor também é um sinal de alerta: carnes frescas não devem apresentar cheiro forte, ácido ou desagradável. Para produtos embalados, é fundamental verificar se a embalagem está íntegra, sem estufamento, excesso de líquido ou vazamentos. A higiene do estabelecimento também influencia diretamente na segurança do produto. Balcões limpos, manipuladores uniformizados e o uso de equipamentos adequados são indicadores importantes.
O cuidado com a carne continua após a compra. Paula Eloize reforça que o transporte até a residência deve ser rápido, especialmente em dias quentes. “O ideal é que a carne seja o último item a ser colocado no carrinho e que o consumidor vá direto para casa. Quanto menor o tempo fora de refrigeração, menor o risco”, orienta. Ao chegar em casa, a carne deve ser armazenada imediatamente sob refrigeração ou congelamento.
Outros cuidados importantes incluem não lavar carnes cruas para evitar a contaminação cruzada na pia e utensílios, usar tábuas e facas separadas para carnes e alimentos prontos, cozinhar completamente respeitando as temperaturas adequadas e não deixar a carne cozida por muito tempo fora da geladeira.
Essas práticas simples ajudam a reduzir riscos e garantir refeições mais seguras para toda a família. “A segurança dos alimentos é construída em várias etapas. Quando o consumidor faz escolhas conscientes, ele fortalece essa barreira de proteção”, destaca Paula Eloize.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



