Aumento de casos de MPOX no Brasil exige atenção e prevenção

Vigilância e diagnóstico precoce são essenciais para conter a transmissão da MPOX

O recente aumento de casos de MPOX no Brasil reacende o alerta das autoridades de saúde, destacando a importância da vigilância, informação qualificada e diagnóstico precoce para conter a transmissão da doença. A MPOX é transmitida principalmente por contato físico próximo, especialmente pele a pele, envolvendo lesões, secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas. Situações de contato íntimo ou sexual são as mais comuns, mas também há risco por meio de materiais contaminados, como toalhas, roupas, lençóis e objetos pessoais.

Além disso, em contextos mais restritos, a transmissão pode ocorrer por partículas respiratórias em situações de proximidade prolongada, como nos cuidados domiciliares. A possibilidade de transmissão da mãe para o bebê também é considerada. As situações de maior risco incluem contato direto com lesões de pessoas sintomáticas, convivência próxima, compartilhamento de cama ou manuseio de roupas sem higienização adequada, além do trabalho de profissionais de saúde ou cuidadores sem o uso correto de medidas de proteção.

O período de incubação da MPOX varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21. Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios, fraqueza e aumento dos linfonodos. A erupção cutânea surge poucos dias após o início do mal-estar, mas pode aparecer antes ou até mesmo sem febre, tornando a observação da pele um sinal decisivo para a suspeita precoce.

Rodrigo Monteiro, especialista em Inovação Tecnológica Bioclin, destaca que “a pele é um dos principais alertas da MPOX, e qualquer lesão incomum deve ser levada a sério. A busca imediata por orientação médica não protege apenas o indivíduo, mas toda a coletividade. Cada pessoa bem informada se torna um elo de contenção da transmissão.”

Diante de qualquer lesão compatível, mesmo isolada, a recomendação é procurar atendimento médico, informar o histórico de possíveis exposições e adotar o isolamento para evitar novas transmissões. O cenário atual no Brasil é de vigilância contínua, com 2.052 casos registrados em 2024 e 115 notificações em 2025 até o início de fevereiro. Em 2026, foram confirmados 18 casos em São Paulo em janeiro, um caso em Porto Alegre em fevereiro e o acompanhamento de suspeitas em Minas Gerais.

Rodrigo Monteiro reforça a importância da integração entre informação e tecnologia no enfrentamento da MPOX: “Não se trata de gerar pânico, mas de agir com responsabilidade. Sistemas de monitoramento, rastreamento de casos e comunicação eficiente entre laboratórios, serviços de saúde e gestores são fundamentais para evitar atrasos no diagnóstico e no isolamento. A inovação tecnológica permite transformar dados em decisões rápidas e eficazes.”

No âmbito internacional, a Organização Mundial da Saúde mantém alertas e atualizações técnicas, ressaltando que a transmissão está fortemente ligada ao contato próximo. Em agosto de 2024, a OMS declarou Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional devido a um surto associado a um novo clado na África, status que foi retirado em setembro de 2025, mas com recomendação para que não haja complacência.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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