Adenomiose: alta de 73% no SUS e avanços em tratamentos menos invasivos
Projeto de Lei 850/25 propõe atendimento integral e novas diretrizes para pacientes
A adenomiose, condição em que o tecido endometrial cresce dentro das paredes musculares do útero, tem registrado um aumento significativo nos diagnósticos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo dados do Ministério da Saúde, houve uma alta de 73% nos procedimentos ambulatoriais relacionados à doença nos últimos anos, refletindo maior detecção e atenção à condição.
Em 2026, a gestão da adenomiose no Brasil passa por mudanças importantes com a tramitação do Projeto de Lei 850/25 na Câmara dos Deputados. A proposta visa garantir um atendimento integral e multidisciplinar para pacientes, além de reconhecer a doença para fins de auxílio-doença e aposentadoria, beneficiando mulheres que enfrentam dores incapacitantes.
A adenomiose pode causar sintomas como dor intensa e dificuldades para engravidar, gerando ansiedade e insegurança, especialmente diante da possibilidade de cirurgia. No entanto, nem todas as mulheres diagnosticadas precisam passar por procedimentos invasivos. Conforme explica o ginecologista Dr. Thiers Soares, especialista em adenomiose, “métodos menos invasivos, como terapias medicamentosas e outros procedimentos, também podem ser considerados, mas isso vai depender da gravidade dos sintomas e das necessidades individuais da paciente.”
Entre as opções médicas para alívio dos sintomas estão os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), usados para dores leves a moderadas, embora não tratem a doença por completo. As terapias hormonais, como o uso de dispositivos intrauterinos liberadores de levonorgestrel (DIU-LNG) e medicamentos hormonais combinados, ajudam a controlar o crescimento do tecido endometrial e reduzir os sintomas.
Além dos tratamentos convencionais, abordagens complementares como fisioterapia, acupuntura e dieta anti-inflamatória podem melhorar a qualidade de vida das pacientes, oferecendo um cuidado mais completo.
Quando a cirurgia é necessária, as técnicas minimamente invasivas ganham destaque. A cirurgia robótica permite a retirada da adenomiose com menor impacto nos tecidos e recuperação mais rápida. Já a ablação por radiofrequência é uma técnica inovadora que destrói termicamente o tecido afetado, proporcionando alívio dos sintomas. Contudo, é importante lembrar que a cura definitiva só ocorre com a histerectomia, a retirada total do útero.
A escolha do tratamento deve ser feita em conjunto com o médico, considerando a eficácia clínica, os objetivos reprodutivos e as preferências da paciente. O Dr. Thiers Soares, que trouxe ao Brasil a técnica de ablação por radiofrequência para miomas uterinos, destaca a importância de um atendimento personalizado para garantir qualidade de vida às mulheres com adenomiose.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



