Sono e saúde: como noites mal dormidas afetam mente e corpo
Entenda os impactos da privação de sono no equilíbrio físico e emocional, segundo especialistas
Dormir bem deixou de ser apenas uma recomendação de estilo de vida para se tornar um marcador importante de saúde. Segundo o Dr. Vinicius Bahia, especialista em clínica médica e cardiologia da Santa Casa de São Roque, “o sono é o momento em que o cérebro recalibra suas funções. Quando isso não acontece de forma adequada, o paciente começa a apresentar sinais que vão desde irritabilidade e fadiga até piora de quadros clínicos já existentes.”
Durante o sono, o cérebro reorganiza neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina, que influenciam o humor, a concentração, o apetite e a resposta ao estresse. A privação frequente do sono mantém o sistema nervoso em estado de alerta, associada à instabilidade emocional, pior desempenho cognitivo e maior risco de transtornos como ansiedade e depressão.
Além dos efeitos no cérebro, o sono tem papel fundamental na regulação do sistema imunológico. Dormir mal ativa processos inflamatórios, aumentando substâncias ligadas ao risco cardiovascular, resistência à insulina e agravamento de doenças crônicas. Isso deixa o corpo mais vulnerável a infecções e promove um estado inflamatório contínuo que desgasta o organismo.
A relação entre sono e pressão arterial é uma das mais documentadas. Durante a noite, espera-se uma queda natural da pressão, chamada descenso noturno. Em pessoas com sono fragmentado, essa redução não ocorre adequadamente, mantendo o sistema cardiovascular sob estresse e elevando o risco de infarto e AVC. A privação crônica também eleva hormônios do estresse como cortisol e adrenalina, dificultando o controle da pressão e do metabolismo.
No campo da saúde mental, o sono insuficiente altera circuitos cerebrais ligados ao processamento emocional, tornando as pessoas mais reativas e menos capazes de regular sentimentos negativos. A insônia é considerada um fator de risco independente para ansiedade e depressão, e pode dificultar a resposta ao tratamento nesses quadros.
A dor crônica também está relacionada ao sono. A privação reduz o limiar de dor e amplifica a percepção dos estímulos dolorosos, criando um ciclo em que a dor prejudica o descanso e o sono insuficiente intensifica a dor.
Dr. Vinicius reforça que “cuidar do sono não é apenas dormir mais horas, mas dormir melhor. Regular horários, reduzir estímulos à noite e identificar distúrbios como insônia ou apneia fazem parte do cuidado. Quando o sono vai mal, geralmente não é por acaso. E quando melhora, os efeitos aparecem muito além da disposição ao acordar.”
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



