Microempreendedores transformam saberes tradicionais em negócios sustentáveis

Projeto Negócio Raiz apoia jovens do Norte e Nordeste na valorização cultural e geração de renda

O Brasil vive um momento de fortalecimento do microempreendedorismo, com mais de 4,6 milhões de pequenos negócios abertos em 2025, segundo dados do Sebrae. Os Microempreendedores Individuais (MEIs) representam cerca de 77% dessas novas formalizações. Nas regiões Norte e Nordeste, onde a economia criativa, a sociobiodiversidade e os saberes tradicionais são parte do cotidiano, o empreendedorismo ganha força por meio de iniciativas que unem inovação, identidade cultural e geração de renda.

O Projeto Negócio Raiz, realizado pela Aliança Empreendedora com apoio da Youth Business International (YBI) e financiamento da Standard Chartered Foundation, é um exemplo desse movimento. Voltado ao fortalecimento econômico de jovens entre 18 e 35 anos, o projeto oferece formação online e presencial, mentoria, aceleração e investimento financeiro para microempreendedores do Norte e Nordeste. Em 2025, o segundo ciclo do projeto beneficiou 1.078 participantes em municípios do Pará e da Bahia, e os oito microempreendedores de maior destaque receberam capital semente de R$ 3 mil para expandir seus negócios.

Sidnei Pereira, responsável pelo relacionamento com empreendedores na Aliança Empreendedora, destaca a importância dos saberes tradicionais para esses negócios. “A gente entende que os saberes tradicionais são únicos. Cada território, cada pessoa, cada família tem o seu jeito de fazer, o seu jeito de ver aquela produção, aquele produto, aquela matéria-prima”. Ele ressalta que o desafio está em precificar adequadamente esses produtos, que carregam um valor que a indústria não oferece: o saber do território. “É essencial mostrar que o mercado e o conhecimento ancestral caminham juntos”, afirma.

Além da geração de renda, a preservação cultural é um diferencial para esses microempreendedores. “Eles vivenciam a cultura diariamente, conhecem esse saber desde seus antepassados, que o transmitem de geração em geração, o modo de viver, de produzir, de consumir e de realizar práticas que hoje são comercializadas”, complementa Sidnei. Segundo ele, existe um mercado consumidor interessado em vivenciar a cultura não só pelo turismo, mas por meio da compra de produtos e serviços que carregam essa identidade.

Entre os exemplos de microempreendedores apoiados pelo projeto, está Flávia Amorim, da Flauer Loja, em Belém (PA), que cria acessórios artesanais com sementes, miçangas e resíduos, valorizando a herança ancestral. No Nordeste, Wendele do Nascimento Azevedo, da Karua, conecta artesãos a novos mercados por meio da tecnologia, ampliando suas vendas e reconhecimento. No Amazonas, Cristiane Alves Neves, da CL Saboaria Artesanal, resgata receitas antigas e utiliza ingredientes da biodiversidade local para produzir sabões artesanais, com compromisso ambiental.

Esses exemplos mostram como o microempreendedorismo enraizado nos territórios pode promover desenvolvimento sustentável, impacto social e valorização cultural, transformando saberes tradicionais em oportunidades de negócio.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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