Como a ressaca afeta a saúde mental e formas de aliviar os sintomas
Entenda os impactos emocionais do álcool e dicas para recuperar o equilíbrio após o consumo
A ressaca não afeta apenas o corpo, mas também a saúde mental. O consumo excessivo de álcool pode desencadear sintomas emocionais como ansiedade, irritabilidade e até episódios temporários de depressão. O psiquiatra Dr. José Luis Leal, do Grupo Kora Saúde, esclarece que o álcool atua inicialmente como depressor do sistema nervoso central, gerando relaxamento e euforia. Porém, após a metabolização, ocorre um efeito rebote que reduz momentaneamente a atividade dos sistemas de recompensa cerebral. “Isso pode explicar a sensação de tristeza, irritabilidade e ansiedade que algumas pessoas relatam nas 24 a 48 horas seguintes”, explica o especialista.
O álcool interfere no equilíbrio neuroquímico do cérebro, provocando alterações temporárias em neurotransmissores como serotonina e dopamina, essenciais para o equilíbrio emocional. Segundo o Dr. José Luis Leal, “esse desajuste pode levar à piora do humor, aumento da ansiedade, desmotivação e até episódios depressivos transitórios, especialmente em pessoas com histórico prévio de transtornos psiquiátricos”.
Para amenizar esses sintomas emocionais, a principal recomendação é garantir um sono de qualidade. Durante o descanso, o cérebro se regenera, processa as experiências do dia e ajuda a normalizar os níveis de neurotransmissores, promovendo a recuperação emocional e restaurando a energia mental. Além disso, manter-se hidratado e consumir alimentos ricos em vitaminas e minerais, como frutas e vegetais, é fundamental. “A desidratação pode prejudicar a cognição e afetar o bem-estar emocional, enquanto uma alimentação balanceada ajuda a melhorar a resposta do cérebro e minimizar os efeitos psicológicos da ressaca, acelerando o processo de recuperação”, orienta o psiquiatra.
É importante evitar a automedicação, pois ela não resolve a causa do mal-estar emocional e pode agravar a situação a longo prazo. O acompanhamento médico adequado é essencial para evitar complicações e promover um tratamento eficaz. Também são recomendadas atividades físicas leves e técnicas de relaxamento, como meditação e respiração profunda, que ajudam a reduzir o estresse e melhorar o humor. “O exercício físico estimula a liberação de endorfinas e outros neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar”, complementa o Dr. José Luis Leal.
Por fim, a melhor forma de prevenir a ressaca, tanto física quanto emocional, é evitar o consumo exagerado de álcool. Beber com moderação é uma medida de proteção à saúde e à vida, já que o excesso pode causar riscos imediatos e consequências emocionais importantes nos dias seguintes. Caso os sintomas persistam ou se tornem incapacitantes, a orientação de um especialista é fundamental para avaliação e tratamento adequados.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



