Como a escolha da abordagem terapêutica impacta o sucesso da terapia

Entenda por que diferentes métodos influenciam os resultados em quadros emocionais complexos

A frustração com a terapia é uma queixa comum tanto em consultórios quanto nas redes sociais. Segundo especialistas em saúde mental, esse sentimento muitas vezes não está relacionado à psicologia em si, mas sim ao desencontro entre a abordagem terapêutica escolhida e o tipo de sofrimento apresentado pelo paciente.

A psicologia reúne diversas escolas teóricas, cada uma com fundamentos, métodos e níveis variados de comprovação científica. Algumas abordagens são baseadas em modelos interpretativos sobre o funcionamento psíquico, enquanto outras seguem protocolos estruturados, testados empiricamente e classificados como baseados em evidências científicas. Entre estas últimas, destacam-se a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a Terapia Comportamental Dialética (DBT).

Essa distinção é especialmente importante em casos de maior gravidade clínica. Relatórios da Organização Mundial da Saúde indicam que transtornos mentais persistentes e de alto risco exigem intervenções estruturadas, acompanhamento contínuo e estratégias validadas cientificamente. Nesses casos, abordagens com protocolos testados tendem a apresentar melhores resultados na redução de sintomas e prevenção de recaídas.

A psicóloga Êdela Nicoletti, referência nacional na formação de terapeutas em DBT, destaca que “quando estamos diante de sofrimento intenso, com risco de autolesão, impulsividade ou instabilidade emocional severa, não podemos trabalhar apenas com hipóteses interpretativas”. Ela reforça a necessidade de “estratégias testadas, com metas claras, monitoramento de risco e intervenções que já demonstraram capacidade de reduzir comportamentos perigosos”, ressaltando que “isso não é uma disputa entre escolas, é uma questão de segurança clínica.”

Vinícius Guimarães Dornelles, integrante da diretoria da Associação Mundial em DBT, complementa que a falta de informação sobre as diferenças entre abordagens contribui para frustrações e abandonos precoces do tratamento. Ele explica que “muitas pessoas acreditam que todas as abordagens funcionam da mesma maneira e têm o mesmo nível de comprovação. Quando o sofrimento envolve impulsividade, autolesão, instabilidade emocional ou alto risco, a escolha da intervenção baseada em evidências faz diferença concreta no prognóstico.”

A Terapia Comportamental Dialética, conhecida como DBT, é uma das abordagens estruturadas e validadas cientificamente para o manejo de transtornos complexos. Esse modelo combina validação emocional, treino de habilidades e acompanhamento sistemático, com foco na construção de uma vida que valha a pena ser vivida, conceito central desenvolvido por Marsha Linehan.

Especialistas defendem que ampliar o debate público sobre a evidência científica em psicologia fortalece o cuidado em saúde mental e ajuda pacientes a tomarem decisões mais informadas. Afinal, psicólogo não é tudo igual porque as abordagens não são equivalentes em método, estrutura ou comprovação científica. Compreender essa diferença permite escolhas mais conscientes e tratamentos mais eficazes.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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