Mulheres das favelas lideram decisões e mudanças no consumo essencial
Estudo revela que elas influenciam compras, penalizam marcas e valorizam benefícios reais
Um estudo recente da NÓS – Inteligência e Inovação Social, intitulado Tracking das Favelas – Tendências 2026, revelou o protagonismo das mulheres das favelas brasileiras nas decisões de consumo. Com base em dados coletados em mais de seis mil comunidades, o levantamento mostra que elas são o principal vetor de decisão e recompra em categorias essenciais, como alimentos, higiene, beleza e limpeza.
As mulheres das favelas não apenas decidem as compras essenciais do lar, mas também influenciam mudanças culturais no consumo desses territórios. Segundo o estudo, elas experimentam mais produtos, prescrevem marcas e lideram a transformação do modelo de consumo local. No entanto, essa liderança vem acompanhada de maior rigor na avaliação das marcas, já que “mulheres penalizam com maior facilidade quando têm experiências ruins e a fidelidade está condicionada a entrega eficaz”.
Um exemplo claro está no segmento de telefonia, onde a preferência por operadoras cai devido a problemas como atendimento ruim, falta de clareza e instabilidade nos serviços. Isso evidencia que a confiança e a qualidade na entrega são fatores decisivos para manter a fidelidade dessas consumidoras.
Além do poder decisório, o estudo destaca que as mulheres valorizam segurança e autonomia, especialmente ao escolher serviços financeiros. Elas priorizam bancos que ofereçam confiabilidade e facilidade, reforçando que “discursos centrados em autonomia financeira geram mais busca do que conteúdos técnicos”.
No campo do entretenimento, a preferência é por curadoria de conteúdo que ofereça segurança emocional e histórias estruturadas, como apontado pelo crescimento da Netflix entre esse público. Já no segmento de beleza, marcas que dialogam com autocuidado, representatividade e autoestima conquistam espaço. O Boticário e Dove, por exemplo, são citadas como líderes por atenderem essas necessidades específicas.
A pesquisa reforça que as marcas precisam conquistar primeiro a mulher da favela para ganhar relevância no território, pois “se a marca conquista a mulher primeiro, ganha o território”. Por outro lado, uma experiência negativa pode levar ao abandono da marca por toda a família.
A NÓS – Inteligência e Inovação Social atua há 15 anos em favelas brasileiras, utilizando tecnologia própria para monitorar comportamentos de consumo e promover a inclusão digital e econômica dessas comunidades. O estudo Tracking das Favelas é uma ferramenta importante para que marcas compreendam e respeitem o protagonismo feminino nas favelas, evitando narrativas vazias e investindo em entregas reais e benefícios emocionais.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da NÓS – Inteligência e Inovação Social.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



