Mamografia tem maior adesão a partir dos 40 anos no Brasil em 2025
FIDI registra 174,2 mil exames e destaca avanço no rastreamento do câncer de mama
A mamografia tem ganhado cada vez mais importância no cuidado com a saúde da mulher no Brasil, especialmente a partir dos 40 anos. Em 2025, a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) realizou 174.200 mamografias, o que representa uma média mensal de cerca de 14 mil exames. Os dados indicam que o público que mais realiza mamografias está na faixa etária entre 40 e 59 anos, reforçando a relevância do rastreamento precoce do câncer de mama.
A maior concentração de exames ocorreu entre mulheres de 50 a 54 anos, com uma adesão impressionante de 96,6%. Essa faixa etária é a principal motivação para a realização da mamografia de rastreamento, que tem como objetivo detectar sinais iniciais do câncer em mulheres assintomáticas. Além disso, a faixa dos 40 aos 49 anos também apresentou um aumento significativo, chegando a um pico de 25 mil atendimentos.
De acordo com a médica radiologista especialista em mamas da FIDI, Dra. Vivian Milani, “a maior incidência do câncer de mama está na faixa dos 40 aos 60 anos e, portanto, fazer o rastreamento de mulheres nessa faixa etária auxilia na detecção precoce da doença, possibilitando maiores chances de cura”. Essa ampliação da faixa etária é estratégica para o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz.
Outro avanço importante foi a sanção da Lei nº 15.284, de 18 de dezembro de 2025, que assegura a todas as mulheres a partir dos 40 anos o direito à realização da mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo sem sintomas. Essa medida alinha o Brasil às práticas internacionais e fortalece o rastreamento e o tratamento do câncer de mama no sistema público.
O cenário de saúde também tem apresentado mudanças positivas. Enquanto em 2021 muitas pacientes chegavam aos hospitais com câncer avançado, em 2025 a maioria realiza a mamografia de controle. Houve uma queda drástica na categoria BI-RADS 6, que indica câncer comprovado no momento do exame, de 686 casos para 120 casos.
Para 2026, a FIDI projeta estabilidade na realização de exames, com uma faixa entre 170 mil e 175 mil mamografias, e uma tendência de aumento na procura especialmente no mês de outubro, que em 2025 registrou o maior volume da série histórica da instituição.
A mamografia é um exame simples e eficaz para identificar alterações nas mamas, como nódulos, calcificações e assimetrias, contribuindo para a detecção precoce do câncer de mama. A Dra. Vivian Milani reforça que “a prevenção é um cuidado contínuo e manter uma rotina saudável, com alimentação equilibrada, exercícios físicos, hidratação e atenção à saúde física e mental, fortalece o organismo e contribui para o bem-estar como um todo”.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da FIDI.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



