Insegurança alimentar afeta 31,6% dos lares com crianças e prejudica o aprendizado

Programa Refeição Brasil oferece refeições nutritivas para combater atrasos escolares em comunidades vulneráveis

Mais de um terço dos domicílios brasileiros com crianças pequenas ainda enfrentam insegurança alimentar, segundo dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) 2024. Embora a insegurança alimentar tenha caído de 27,6% para 24,2% entre os domicílios em geral, 31,6% das casas com crianças de 0 a 6 anos convivem com algum nível de falta de acesso a alimentos de qualidade.

Essa realidade impacta diretamente o desempenho escolar das crianças. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a prevalência de distorção idade-série — quando a criança está atrasada em relação à série correspondente à sua idade — é de 28,1% entre aquelas em situação de insegurança alimentar grave. Esse índice é mais que o dobro do observado entre crianças em segurança alimentar, que é de 13,1%.

No enfrentamento desse desafio, o Refeição Brasil surge como uma iniciativa social que oferece refeições nutritivas e acessíveis em comunidades vulneráveis. O programa reconhece que a fome não se limita ao ambiente escolar, mas atravessa a rotina familiar e comunitária, afetando o aprendizado e a permanência das crianças na escola.

Felipe Guimarães, um dos idealizadores do Refeição Brasil, destaca: “Nosso compromisso é garantir que cada criança tenha acesso não apenas à comida, mas a uma alimentação saudável que favoreça sua capacidade de aprender e desenvolver seu potencial escolar e de vida. Estamos construindo uma ponte entre quem produz, quem distribui e quem mais precisa, porque alimentar é também educar”.

O programa foca em ampliar o acesso a refeições balanceadas, que incluem fontes de proteína, hortaliças e carboidratos, para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Essa oferta complementar às políticas públicas existentes, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que atende mais de 40 milhões de estudantes, busca reduzir as lacunas alimentares, especialmente nos períodos em que as crianças estão fora da escola.

Especialistas ressaltam que o PNAE pode diminuir em até 40% o risco de insegurança alimentar entre seus beneficiários, mas ainda existem desafios a serem superados. O Refeição Brasil atua para minimizar os efeitos da falta de alimentação adequada, promovendo mais foco, menor risco de evasão escolar e melhores oportunidades de aprendizado para os jovens.

Com metas de expansão e fortalecimento de parcerias, o programa se apresenta como uma resposta colaborativa e baseada em evidências, alinhando nutrição, desenvolvimento infantil e inclusão social em um compromisso conjunto.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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