Inovações no tratamento do câncer que estão transformando a medicina
Conheça avanços em diagnóstico precoce e terapias personalizadas no combate ao câncer
No Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, é importante destacar as inovações que estão mudando a forma de tratar essa doença. Apesar dos números alarmantes, com cerca de 10 milhões de mortes anuais e projeção de crescimento dos casos até 2050, avanços em diagnóstico e tratamento prometem transformar o cenário oncológico.
O diagnóstico precoce tem sido um dos principais focos. Nos Estados Unidos, a empresa Novelna desenvolveu um exame de sangue capaz de identificar 18 tipos de câncer em estágios iniciais, detectando corretamente 93% dos casos em homens e 84% em mulheres. Além disso, o MIT criou um modelo de inteligência artificial chamado ‘Sybil’, que prevê o risco de câncer de pulmão até seis anos antes dos sintomas, usando tomografias computadorizadas. Na Índia, iniciativas com inteligência artificial analisam raios-X para levar diagnósticos precisos a regiões com poucos especialistas. Segundo o oncologista André Fay, “o diagnóstico precoce é a diferença entre vida e morte em muitos tipos de câncer” e a democratização dessas tecnologias é fundamental para reduzir desigualdades.
No campo dos tratamentos, a medicina personalizada vem substituindo a quimioterapia tradicional. O Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra lançou o Cancer Vaccine Launch Pad, que conecta pacientes a ensaios clínicos de vacinas baseadas na tecnologia de RNA mensageiro, similar à usada contra a COVID-19. Essas vacinas ensinam o sistema imunológico a atacar células cancerígenas específicas, prometendo tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais. O hematologista Cláudio Galvão de Castro Junior destaca que “alguns tumores já têm tratamentos bastante específicos e com poucos efeitos colaterais”, citando exemplos como a leucemia linfóide aguda e a leucemia mieloide crônica.
Outro avanço importante vem da iniciativa privada. Fundada por Fernando Goldsztein, a Medulloblastoma Initiative (MBI) acelera pesquisas em câncer infantil, especialmente em tumores raros como o meduloblastoma. Criada em 2021, a MBI estabeleceu um consórcio que obriga o compartilhamento de dados entre 14 laboratórios e hospitais internacionais, reduzindo o tempo de desenvolvimento de tratamentos de até 15 anos para cerca de 30 meses. Goldsztein explica que “um dos maiores obstáculos tem sido a fragmentação da pesquisa científica”, e que a MBI busca resultados rápidos com financiamento privado, que tradicionalmente destina apenas quatro centavos de cada dólar para câncer pediátrico.
Essas iniciativas mostram como o diagnóstico precoce, a personalização dos tratamentos e o investimento privado estão redefinindo o combate ao câncer, ampliando as chances de sobrevida e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. O conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



