Diástase abdominal: entenda como identificar e tratar após a gravidez
Especialistas do CEJAM explicam sintomas, prevenção e cuidados essenciais para a saúde da mulher
A diástase abdominal é uma condição que ocorre quando os músculos retos do abdômen se afastam excessivamente ao longo da linha média, especialmente após a gravidez. Embora muitas vezes associada apenas à estética, essa condição pode afetar significativamente a saúde da mulher, provocando sintomas que vão além da aparência.
De acordo com o ginecologista Dr. Sérgio Rocha, do CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, a diástase pode surgir durante a gestação, mas também está relacionada à obesidade e ao excesso de levantamento de peso. No pós-parto, o risco aumenta com o ganho de peso e a flacidez abdominal. “O ideal é que a gestante ganhe, em média, até um quilo por mês”, orienta o especialista.
Os sintomas mais comuns incluem dor lombar, alterações posturais, inchaço abdominal e desconfortos digestivos. Em casos mais graves, a condição pode afetar o funcionamento da bexiga e do intestino. “Sem tratamento, a diástase representa risco em futuras gestações”, alerta Dr. Sérgio Rocha.
O diagnóstico é realizado principalmente por exame clínico, complementado pela ultrassonografia. É fundamental diferenciar a diástase da hérnia abdominal, pois ambas apresentam semelhanças, mas exigem tratamentos distintos.
A fisioterapeuta Lilian França, também do CEJAM, destaca que o início dos exercícios depende do tipo de parto e das condições clínicas da paciente. “Após parto normal, geralmente é possível começar entre duas e quatro semanas. Na cesárea, costuma ser necessário aguardar cerca de seis semanas, sempre com liberação médica”, explica.
Antes de iniciar o tratamento, é importante uma avaliação global que inclui postura, padrão respiratório, funcionamento do assoalho pélvico e análise específica da diástase. O foco do tratamento não é apenas fortalecer o abdômen, mas recuperar o core profundo. “Trabalhamos com ativação do transverso do abdômen, respiração diafragmática e exercícios isométricos leves, associados ao assoalho pélvico, para reduzir a pressão interna e favorecer a reaproximação dos músculos”, detalha Lilian.
Ela alerta que exercícios tradicionais, como abdominais clássicos, pranchas intensas e flexões de tronco, não devem ser feitos no início da recuperação, pois podem atrasar o processo. O fortalecimento do assoalho pélvico é essencial para melhorar a estabilidade do tronco e prevenir problemas como incontinência urinária.
Os resultados do tratamento costumam aparecer em poucas semanas, com melhora funcional entre quatro e seis semanas e mudanças estéticas entre oito e doze semanas, variando conforme a gravidade e adesão ao tratamento.
Em casos mais graves ou quando a fisioterapia não é suficiente, pode ser indicada a cirurgia para aproximação dos músculos retos do abdômen. “Na maioria das vezes, a fisioterapia resolve, mas existem situações em que o procedimento cirúrgico é necessário”, ressalta o ginecologista.
Durante a gestação, medidas preventivas como controle do ganho de peso e prática de atividades adequadas, como hidroginástica, pilates e fisioterapia específica para gestantes, são recomendadas para reduzir o risco de diástase.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do CEJAM.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



