Congelamento de óvulos cresce 98% no Brasil entre 2020 e 2023

Mulheres com menos de 35 anos lideram aumento dos procedimentos para preservar fertilidade

O congelamento de óvulos tem se tornado uma alternativa cada vez mais procurada pelas brasileiras para preservar a fertilidade diante do adiamento da maternidade. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam que, entre 2020 e 2023, o número de ciclos de criopreservação de óvulos quase dobrou no país, com destaque para mulheres abaixo dos 35 anos. Em 2023, foram registrados 4.340 procedimentos, um aumento de 97,9% em relação aos 2.193 realizados em 2020.

Esse crescimento está diretamente ligado ao relógio biológico feminino, que reduz as chances de gravidez natural conforme a idade avança. Aos 25 anos, a probabilidade de engravidar em um ano de tentativas é de 86%, caindo para 55% aos 35 anos e apenas 6% aos 45 anos. Além disso, o risco de infertilidade aumenta de 10% aos 35 anos para 55% aos 45 anos, segundo dados apresentados.

A tendência de postergar a maternidade no Brasil é confirmada pelo IBGE, que mostra aumento da idade média para o primeiro filho, de 26 anos em 2000 para 28 anos em 2022. Também cresceu o número de nascimentos por mães entre 35 e 39 anos, faixa em que a queda da fertilidade começa a se intensificar.

Dra. Cláudia Navarro, diretora da Clínica Life Search de Medicina Reprodutiva, destaca a importância de consultar um especialista em reprodução assistida para avaliar a reserva ovariana e indicar o congelamento de óvulos quando indicado. A reserva ovariana representa a quantidade de folículos nos ovários, que diminuem naturalmente ao longo da vida e se reduzem de forma acelerada após os 35 anos, especialmente depois dos 37. Além da quantidade, a qualidade dos óvulos também cai, dificultando a gestação e o nascimento de bebês saudáveis.

O momento do congelamento é fundamental para o sucesso futuro da gravidez. Até os 30 anos, o risco de aborto espontâneo se mantém em torno de 10%, mas começa a subir após os 35 anos, chegando a mais de 70% após os 44 anos. Por isso, Dra. Cláudia recomenda que o procedimento seja realizado preferencialmente até os 34 anos, quando os óvulos ainda apresentam maior quantidade e qualidade.

O congelamento oferece segurança para que as mulheres possam planejar a maternidade no momento que julgarem adequado, sem abrir mão de suas conquistas pessoais e profissionais. Contudo, é importante lembrar que o procedimento não garante a gravidez, mas aumenta as chances para o futuro.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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