Como identificar os primeiros sinais de LER/DORT em trabalhos repetitivos

Dor, formigamento e perda de força são alertas para lesões comuns em profissões com pressão por metas

As Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) representam um problema crescente entre profissionais submetidos a atividades repetitivas e ambientes de alta cobrança por resultados. De acordo com dados do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT-CE), cerca de 15 milhões de brasileiros convivem com essas condições, que estão entre as principais causas de afastamento do trabalho no país.

Embora historicamente associadas a funções operacionais, as LER/DORT atingem hoje uma variedade de profissionais, como bancários, trabalhadores administrativos, operadores de teleatendimento e equipes do comércio e serviços. Os primeiros sintomas costumam ser discretos, como dores leves ou desconfortos pontuais, que frequentemente são atribuídos apenas ao cansaço. Isso faz com que muitos trabalhadores adiem a busca por orientação, permanecendo expostos aos fatores de risco.

Karoline Monteiro, CEO do Monteiro AKL Advocacia Especializada, destaca que “a LER/DORT não está relacionada apenas ao movimento em si, mas à estrutura da rotina profissional. Quando a produtividade é priorizada sem respeitar limites fisiológicos, o risco de lesão aumenta significativamente e prejudica diretamente o trabalhador”. Ambientes com pressão constante por metas, jornadas prolongadas e poucas pausas dificultam a recuperação natural do corpo e aceleram o desenvolvimento das lesões.

Os sinais iniciais geralmente incluem sensação de peso em mãos, punhos, braços, ombros ou pescoço, especialmente ao final do expediente. Quando a dor passa a ser recorrente e está associada à atividade profissional, indica que o corpo está em sobrecarga e precisa de atenção imediata. Além disso, o formigamento ou dormência nos dedos e mãos, que pode surgir durante o trabalho ou ao acordar, é um alerta importante. Karoline reforça que “o formigamento não deve ser normalizado. Ele mostra que o sistema musculoesquelético já está sendo afetado e que a continuidade da atividade pode agravar o quadro”.

A fadiga muscular excessiva e a perda de força também são sintomas frequentes. Dificuldade para segurar objetos simples, sensação de fraqueza ou tremor ao realizar tarefas rotineiras indicam que a lesão já avançou além do estágio inicial. “Muitos trabalhadores relatam que começam a ter dificuldade em atividades simples do dia a dia, o que demonstra que a lesão já ultrapassou o estágio inicial de adaptação do corpo”, destaca a advogada.

Ao identificar esses sinais, é fundamental não insistir na atividade sem ajustes. Pausas regulares, adequação ergonômica do posto de trabalho, alongamentos e alternância de tarefas são medidas essenciais para evitar a piora do quadro. Caso os sintomas persistam, a busca por avaliação médica especializada é indispensável. “Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, maiores são as chances de reversão do quadro e de preservação da capacidade laboral”, orienta Karoline.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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