Como a linguagem transforma o cuidado no câncer: 3 formas essenciais

Entenda o impacto da comunicação humanizada na jornada do paciente oncológico

No Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, especialistas ressaltam um aspecto fundamental no cuidado oncológico que muitas vezes é negligenciado: a comunicação humanizada. A forma como se fala sobre o câncer pode transformar profundamente a experiência de quem enfrenta a doença, influenciando desde o acesso à informação até a tomada de decisões durante o tratamento.

A Dra. Maria Cristina Figueroa Magalhães, médica oncologista e professora da disciplina de Oncologia na PUC-PR e UFPR, destaca que “a palavra é, muitas vezes, o primeiro tratamento que o paciente recebe. Antes da quimioterapia, da cirurgia ou da radioterapia, ele recebe uma mensagem — e essa narrativa pode acolher ou ferir”. Segundo ela, pequenas mudanças na forma de comunicar podem melhorar significativamente a jornada do paciente.

A especialista compartilha três formas pelas quais a linguagem pode transformar o cuidado oncológico:

1. Organização do medo e controle da ansiedade
A narrativa adequada ajuda o paciente a lidar com o medo, que deixa de ser difuso e passa a ser manejável. “O medo existe, mas quando o paciente entende o que está acontecendo, ele deixa de ser difuso e passa a ser manejável”, explica a Dra. Maria Cristina. A clareza na comunicação permite que o paciente se situe emocionalmente diante do diagnóstico, facilitando o enfrentamento.

2. Fortalecimento do vínculo terapêutico
Quando o paciente se sente respeitado e compreendido, a confiança na equipe médica aumenta, o que é essencial para o cuidado. “Palavras como ‘estamos juntos’ ou ‘vamos caminhar passo a passo’ devolvem a sensação de continuidade e vínculo”, destaca a oncologista. Esse vínculo gera um ambiente de acolhimento e segurança.

3. Devolução do protagonismo ao paciente
Uma comunicação clara e acolhedora permite que o paciente participe ativamente das decisões sobre seu tratamento. “Essa pessoa deixa de ser alguém a quem as coisas simplesmente acontecem e passa a fazer parte do processo”, afirma a médica. Ela alerta para o cuidado com expressões que podem gerar desamparo, como “não há mais nada a fazer”. Em vez disso, é importante dizer: “não temos mais tratamento curativo, mas seguimos com cuidado, controle de sintomas e presença”, o que muda completamente a experiência do paciente.

Além disso, a Dra. Maria Cristina recomenda evitar metáforas de guerra, como “lutar” ou “perder a batalha”, que impõem uma carga emocional injusta, como se o desfecho dependesse apenas da força pessoal do paciente.

Neste Dia Mundial do Câncer, a Novartis apoia a campanha global #UnitedByUnique, promovida pela Union for International Cancer Control (UICC), que coloca as pacientes no centro do cuidado, reforçando a importância da empatia, equidade e escuta ativa na luta contra o câncer.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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