Brasil terá 77 mil novos casos de câncer por ano no triênio 2026-2028

INCA projeta aumento significativo em tumores colorretal, pâncreas e endométrio

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) divulgou as estimativas atualizadas da incidência de câncer no Brasil para o triênio 2026-2028, apontando um aumento significativo nos casos da doença. Segundo o INCA, o país deverá registrar cerca de 781 mil novos diagnósticos por ano, o que representa um acréscimo de aproximadamente 77 mil casos anuais em comparação ao triênio anterior, totalizando 231 mil novos casos a mais no período.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) analisou esses dados e ressaltou que alguns tipos de câncer apresentam crescimento proporcional mais acelerado, especialmente os tumores colorretal (+18%), de pâncreas (+20%) e do corpo do útero (endométrio) (+23%). Além disso, a entidade chama atenção para o avanço preocupante desses cânceres entre adultos jovens.

De acordo com o cirurgião oncológico Paulo Henrique Fernandes, presidente da SBCO, “além da maior exposição aos fatores de risco, estamos observando um avanço preocupante de alguns tipos de câncer entre adultos jovens, especialmente os tumores de mama e intestino”. Ele destaca que o envelhecimento populacional, obesidade, sedentarismo, alimentação ultraprocessada, tabagismo e infecções como o HPV estão entre os principais fatores relacionados a essa mudança no perfil dos tumores no país.

Entre os tipos mais incidentes, o câncer de mama feminino e o de próstata continuam liderando, com cerca de 15% dos novos casos cada. No entanto, o câncer colorretal teve um aumento de quase 18%, o de pâncreas cresceu mais de 20%, e o câncer do corpo do útero apresentou elevação superior a 23%. Paulo Henrique Fernandes reforça que esses números refletem mudanças no estilo de vida e no perfil demográfico da população brasileira.

O câncer de colo do útero, que é amplamente prevenível, segue entre os mais frequentes, com estimativa de 19.310 casos no triênio. “Existe vacina gratuita pelo Sistema Único de Saúde e exames capazes de identificar lesões antes mesmo de elas se transformarem em câncer”, afirma o presidente da SBCO.

O estudo do INCA destaca ainda que, excetuando o câncer de pele não melanoma, são esperados cerca de 518 mil novos casos anuais de outros tipos de câncer. O câncer de pele não melanoma continua sendo o mais comum, com previsão de 263.280 novos casos em 2026.

Os especialistas reforçam a importância de ampliar campanhas de prevenção, fortalecer políticas públicas e incentivar o diagnóstico precoce. Segundo Paulo Henrique Fernandes, “o país já dispõe de conhecimento e tecnologia capazes de evitar parte significativa dos casos ou identificá-los em fases iniciais, quando as chances de cura são maiores”. Entre as estratégias recomendadas estão a ampliação da vacinação contra o HPV, o fortalecimento dos programas de rastreamento, o combate ao tabagismo e a promoção de hábitos de vida mais saudáveis.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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