Ar-condicionado e saúde respiratória: quando o uso pode fazer mal

Entenda os cuidados essenciais para evitar irritações e crises de rinite e sinusite

Com o aumento das temperaturas em todo o país, o uso do ar-condicionado tornou-se comum na rotina de muitas pessoas. No entanto, dúvidas sobre os possíveis impactos desse aparelho na saúde respiratória ainda são frequentes. Segundo a otorrinolaringologista Dra. Cristiane Passos Dias Levy, do Hospital Paulista, o ar-condicionado não é o vilão, mas o modo como é utilizado e mantido pode causar problemas.

Um dos principais fatores que agravam quadros de rinite e sinusite é o ressecamento do ar provocado pelo aparelho. “O ar-condicionado tende a reduzir a umidade do ar, deixando o ambiente mais seco. Isso pode irritar as mucosas nasais e agravar quadros de rinite e sinusite”, explica a especialista. O ressecamento das vias aéreas pode causar ardor nasal, sensação de nariz entupido e aumento da secreção.

Outro ponto importante é a manutenção dos filtros. Filtros sujos acumulam poeira, ácaros e outros alérgenos, que são lançados no ambiente, podendo desencadear crises alérgicas. Em locais fechados e com grande circulação, o problema se intensifica, favorecendo a disseminação de vírus e bactérias.

Além disso, a mudança brusca de temperatura, como sair do calor intenso para um ambiente muito frio, pode sobrecarregar as vias respiratórias. “O ar frio provoca constrição dos vasos sanguíneos das mucosas, o que pode intensificar inflamações e sintomas respiratórios”, alerta Dra. Cristiane.

A temperatura ideal para o uso do ar-condicionado, segundo a médica, está entre 22 °C e 24 °C. Ajustar o aparelho para temperaturas muito baixas aumenta o risco de ressecamento e irritação das vias aéreas. “Quanto maior a diferença entre o ambiente externo e o interno, maior tende a ser o impacto no organismo”, complementa.

Alguns sinais indicam que o ar-condicionado pode estar prejudicando a saúde respiratória, como ardor ou irritação nasal, espirros frequentes, congestão nasal persistente e olhos irritados. Pessoas com asma ou alergias respiratórias podem apresentar piora da respiração ou sensação de falta de ar. Dor de cabeça também pode estar relacionada ao ressecamento do ar.

Para reduzir os riscos, a especialista recomenda a limpeza regular dos filtros, a cada um a três meses, dependendo do uso, além de manter boa ventilação no ambiente. O uso de umidificadores pode ajudar a manter a umidade do ar entre 40% e 60%. “Pequenas mudanças na rotina fazem grande diferença. O problema não é o ar-condicionado em si, mas o uso inadequado e a falta de cuidados”, conclui Dra. Cristiane.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do Hospital Paulista de Otorrinolaringologia.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 75 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar