Novo imunizante contra VSR amplia proteção a bebês prematuros pelo SUS

Medicamento preventivo chega para reduzir internações e salvar vidas de recém-nascidos vulneráveis

Desde fevereiro de 2026, todos os bebês prematuros têm direito a um novo imunizante pelo SUS que protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), uma das principais causas de infecções respiratórias graves em crianças até dois anos. O medicamento, chamado nirsevimabe, representa um avanço importante na prevenção de hospitalizações, complicações e mortes evitáveis entre recém-nascidos vulneráveis.

A introdução do nirsevimabe complementa a recente inclusão da vacina contra o VSR para gestantes. Enquanto a imunização materna transfere anticorpos para o bebê, o nirsevimabe oferece proteção direta aos prematuros e crianças com comorbidades, independentemente da vacinação da mãe durante a gestação. Essa abordagem integrada amplia a prevenção e é essencial para reduzir o número de internações e óbitos causados pelo vírus.

O VSR é altamente contagioso e pode provocar infecções graves, especialmente em recém-nascidos prematuros. A infecção pode levar a hospitalizações prolongadas, inclusive em unidades de terapia intensiva (UTI), além de causar complicações respiratórias de longo prazo. Por isso, a prevenção desde os primeiros meses de vida é fundamental.

Dados da consultoria Planisa apontam que, em 2024, foram gastos cerca de R$ 13,5 bilhões com internações de prematuros em UTI neonatal, considerando uma permanência média de 14 dias. No entanto, pesquisa da ONG Prematuridade.com revela que a internação média pode chegar a 51 dias, elevando os custos para R$ 32 bilhões por ano. Esses números evidenciam o impacto financeiro e a necessidade urgente de medidas preventivas.

A ONG Prematuridade.com participou ativamente das discussões para inclusão do imunizante no SUS. Denise Suguitani, diretora da ONG, afirma que “a incorporação desse medicamento é um divisor de águas para a imunização dos prematuros” e destaca que a disponibilidade durante todo o ano é um diferencial importante para reduzir agravamentos e hospitalizações, além de salvar vidas.

Além do impacto financeiro, a diretora ressalta as consequências de longo prazo para as crianças, suas famílias e a sociedade, como doenças respiratórias recorrentes, infecções, dificuldades de alimentação e atrasos no desenvolvimento. Por isso, Denise reforça a importância de as famílias de prematuros nascidos a partir de agosto de 2025 procurarem a unidade de saúde mais próxima com a documentação necessária para garantir o acesso ao nirsevimabe.

A proteção contra o VSR durante todo o ano é estratégica, pois o vírus pode causar quadros graves mesmo fora dos períodos sazonais tradicionais. Para as famílias de prematuros, essa medida representa prevenção, segurança, informação e garantia de direitos.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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