Mulheres na ciência: apenas 33% dos pesquisadores são mulheres, diz ONU
Dia Internacional destaca avanços e desafios da presença feminina na pesquisa científica
No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) divulgou dados que mostram que apenas 33% dos pesquisadores no mundo são mulheres. A data foi instituída para promover a igualdade de gênero no acesso e na participação em todas as etapas da vida científica.
A doutora Taíse Ceolin, professora e pesquisadora da UNIASSELVI, destaca que a ciência vai além da produção de resultados. “A pesquisa científica amplia o olhar em muitos sentidos. Ela nos ensina a olhar com mais criticidade para a realidade, a questionar o que parece dado como certo e a problematizar práticas e discursos naturalizados, especialmente no campo da educação e das ciências”, afirma. Para ela, a vivência na pesquisa é fundamental para desenvolver autonomia intelectual, pensamento crítico e curiosidade científica.
Taíse também ressalta que, apesar dos avanços, as desigualdades históricas ainda persistem. “A ciência, por muito tempo, foi um campo predominantemente masculino e, em muitos aspectos, ainda é. No entanto, a ampliação da visibilidade e do reconhecimento das contribuições das mulheres nas diversas áreas das ciências mostra que o movimento de igualdade está em constante construção.”
Na UNIASSELVI, a iniciação científica é parte integrante da formação acadêmica, aproximando os estudantes da produção de conhecimento. Desde 2021, a professora Taíse orientou cerca de vinte projetos de pesquisa, envolvendo seis acadêmicos, com alguns trabalhos publicados na Revista Maiêutica, especializada no ensino de Física e Matemática.
A ex-aluna Paola Tozzi, formada em Fisioterapia pela UNIASSELVI, relata que seu contato com a pesquisa científica começou durante o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). “Antes da faculdade eu não conhecia profundamente a área da pesquisa científica. Foi por meio das aulas e da experiência prática com o TCC que consegui me aprofundar e compreender sua real dimensão e importância. Hoje, vejo a pesquisa como um pilar fundamental para a atuação profissional”, conta.
O estudo realizado por Paola avaliou conhecimento, habilidades e barreiras relacionadas à Prática Baseada em Evidências entre fisioterapeutas de Blumenau/SC, com 72 participantes, e foi apresentado no Congresso Internacional de Fisioterapia em 2023. Ela destaca que a experiência científica ampliou sua autonomia profissional e reforça que “a pesquisa amplia o olhar do acadêmico, incentiva a autonomia profissional e contribui diretamente para uma assistência mais segura e eficaz aos pacientes”.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa da UNIASSELVI.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



