Mulheres já são mais de 40% dos pesquisadores no Brasil, veja trajetória inspiradora

Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência destaca avanços e desafios femininos na pesquisa

No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, é importante destacar o avanço da presença feminina no campo científico no Brasil. Dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) indicam que as mulheres já representam cerca de 43,7% dos pesquisadores no país, um dos percentuais mais elevados da América Latina.

A bióloga marinha paulistana Nathalia Nascimento exemplifica essa trajetória de dedicação e superação. Desde a infância, sua curiosidade pelo comportamento dos animais e pelos mecanismos da natureza a levou ao laboratório e, posteriormente, à escolha da ciência como profissão. “A curiosidade me fez entrar no laboratório, onde iniciei minha vida na pesquisa. Eu analisava exatamente como era a saúde dos animais, e era essa curiosidade, de entender como eles sobreviviam ou como lidavam com essas situações, que me movia”, relembra Nathalia.

Sua formação acadêmica inclui iniciação científica, trabalho de conclusão de curso e mestrado em biodiversidade, com pesquisas focadas em ecotoxicologia animal e histopatologia. Essa experiência permitiu que ela transitasse por áreas como bioquímica e biologia molecular, consolidando uma base técnica multidisciplinar até 2021. Atualmente, Nathalia atua na Kasvi, empresa brasileira que oferece soluções para pesquisa e inovação, aplicando seu conhecimento científico em uma área estratégica de mercado.

Apesar dos avanços, a presença feminina diminui nos níveis mais altos da carreira científica. Apenas 35,5% das bolsas de produtividade do CNPq, destinadas a pesquisadores de destaque, são concedidas a mulheres. Nathalia destaca que a insegurança é comum, mas que a curiosidade é o que mantém as mulheres na ciência. “Mesmo sem referências agora, essa curiosidade pode levar você a responder uma pergunta que pode salvar o mundo. Então, não se sinta insegura, mantenha a curiosidade, porque ela pode levar muito longe”, afirma.

O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, instituído pela ONU em 2015, tem como objetivo incentivar a entrada e permanência das mulheres nas áreas científicas, reforçando a importância da equidade de gênero na produção do conhecimento. Nathalia acredita que o crescimento da presença feminina está ligado a uma mudança de mentalidade, em que a mulher se permite sonhar com a carreira além dos papéis tradicionais.

Apesar dos desafios, a ciência brasileira conta com importantes referências femininas, como Suzana Herculano-Houzel, Elisa Frota Pessoa e Mayana Zatz, que consolidaram o protagonismo das mulheres na pesquisa nacional. A trajetória de Nathalia Nascimento é um exemplo concreto dessa transformação e do potencial das mulheres na ciência.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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