Lipedema: entenda a dor e inchaço que afetam tantas mulheres antes do diagnóstico
Saiba identificar sinais, evitar tratamentos inadequados e melhorar a qualidade de vida com abordagem correta
O lipedema é uma condição crônica que afeta entre 10% e 12% das mulheres no mundo, segundo estudos internacionais, e ainda é pouco reconhecida no Brasil. Caracteriza-se pelo acúmulo desproporcional de gordura, principalmente em pernas e braços, acompanhado de dor, inchaço persistente e sensibilidade aumentada. Muitas mulheres convivem por anos com esses sintomas sem diagnóstico, o que gera frustração e tratamentos inadequados.
Diferente da obesidade, o lipedema apresenta sinais específicos, como a perda de peso no tronco enquanto os membros permanecem inchados e doloridos. A fisioterapeuta dermatofuncional Fabi Pinelli explica que “no lipedema, o problema não é falta de disciplina. É uma resposta corporal diferente da gordura comum.” Ela destaca que muitas mulheres chegam ao consultório após tentativas frustradas com dieta, exercícios e procedimentos estéticos, ainda sem entender o motivo da resistência à perda de gordura em determinadas áreas.
O relato da empresária Ale Loureiro ilustra essa realidade: “Eu sentia dor, peso e uma sensação estranha nas pernas. Fiz bariátrica, emagreci bastante, mas minhas pernas nunca melhoravam.” Após o diagnóstico, Ale pôde buscar cuidados específicos, como drenagem linfática terapêutica, que ajudaram a aliviar a dor e o inchaço, melhorando sua qualidade de vida.
Especialistas alertam para os riscos de procedimentos estéticos realizados sem diagnóstico adequado. Fabi Pinelli ressalta que “quando o lipedema é tratado apenas como estética, sem diagnóstico adequado, o risco é aumentar inflamação, dor e sensibilidade.” O corpo não responde bem a intervenções isoladas, podendo até piorar a condição.
O suporte farmacológico pode ser um aliado, mas sempre como parte de um plano terapêutico maior. A farmacêutica Fabíola Faleiros cita ativos como curcumina biodisponível, quercetina e antioxidantes para controle da inflamação, além de diosmina e castanha-da-índia para circulação e edema. Ela reforça que “não existe fórmula padrão; a prescrição precisa ser individualizada.”
Quanto à cirurgia, a cirurgiã plástica Pamela Massuia explica que “a cirurgia não é a primeira linha de tratamento, mas pode ter um papel importante quando a paciente já passou por preparo clínico adequado.” Técnicas modernas, como lipoaspiração assistida por laser e tecnologias para estímulo de colágeno, são usadas para melhorar o tecido acometido. Além disso, aparelhos como o Ultraformer auxiliam na firmeza da pele e suporte ao tratamento.
O cuidado integrado, com acompanhamento nutricional, controle inflamatório, fisioterapia dermatofuncional e tecnologias clínicas, é essencial para melhorar a mobilidade, o conforto e a qualidade de vida das pacientes. A expectativa realista é fundamental, pois “nenhuma tecnologia funciona sozinha”, destaca Pamela.
Para orientar o tratamento, exames inflamatórios, avaliação metabólica e investigação hormonal podem ser indicados, embora não exista um exame único para confirmar o lipedema. Reconhecer os sinais e buscar diagnóstico adequado são passos importantes para evitar anos de dor e frustração.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



