Dieta anti-inflamatória: o que a ciência realmente diz sobre ela
Nutrólogo explica a importância do plano alimentar individualizado e alerta sobre mitos comuns
A chamada dieta anti-inflamatória tem ganhado destaque no universo da saúde e do emagrecimento, mas será que ela é respaldada pela ciência? Segundo o nutrólogo Dr. Celso Cukier, credenciado pela Omint, essa dieta não é um regime validado por pesquisas científicas, mas sim um modelo popular que simplifica processos biológicos complexos ao associar alimentos diretamente à inflamação.
Para entender essa questão, é fundamental compreender o que é a inflamação no organismo. O especialista explica que a inflamação é um mecanismo natural de defesa do corpo, que pode ser agudo ou crônico. Apenas na inflamação crônica é necessário investigar e tratar com mais atenção. “Nesse caso, entender a origem do processo inflamatório é fundamental antes de qualquer mudança alimentar”, destaca o Dr. Cukier.
Um dos pontos mais discutidos na dieta anti-inflamatória é a exclusão do glúten e do leite. Contudo, o nutrólogo alerta que essa restrição só faz sentido quando há exames que comprovem intolerância, alergia ou presença de anticorpos específicos. “Em alguns casos, como na doença celíaca, o glúten pode desencadear uma resposta imunológica, mas isso só acontece quando há diagnóstico comprovado. Eliminar alimentos sem uma avaliação prévia não tem embasamento científico e pode trazer prejuízos nutricionais”, explica.
Além disso, estudos recentes indicam que o consumo de produtos industrializados, ricos em gordura saturada e sal, pode alterar a flora intestinal, causando processos inflamatórios como a disbiose, que é o desequilíbrio da microbiota intestinal. No entanto, o nutrólogo ressalta que isso não justifica classificar uma dieta com restrições alimentares como anti-inflamatória. “O foco deve estar na qualidade nutricional”, afirma.
Nesse sentido, padrões alimentares equilibrados, como a dieta mediterrânea, são frequentemente associados a benefícios para a saúde. São modelos que incluem frutas, legumes, verduras, alimentos integrais e compostos antioxidantes, que estimulam os mecanismos naturais de equilíbrio do organismo.
Por fim, o Dr. Celso Cukier reforça a importância de evitar generalizações e de avaliar cada paciente individualmente, com base em exames e diagnóstico adequados. Na ausência de alterações clínicas, uma alimentação equilibrada e de boa qualidade nutricional é suficiente para promover saúde e bem-estar.
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Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



