Canetas emagrecedoras: por que alimentação e exercícios são essenciais

Uso da medicação deve ser aliado a hábitos saudáveis para resultados duradouros

O uso das canetas emagrecedoras tem ganhado destaque no tratamento da obesidade, especialmente em um cenário onde 58% dos brasileiros já ouviram falar desses medicamentos, conforme pesquisa Ipsos Health Service Report 2025. Esses fármacos atuam na regulação do apetite e da saciedade, contribuindo para a redução da ingestão calórica e, consequentemente, do peso corporal.

No entanto, especialistas do Hospital IGESP alertam que o uso das canetas emagrecedoras não substitui mudanças estruturais na alimentação e no estilo de vida. O nutrólogo Andrea Bottoni explica que esses medicamentos atuam em vias hormonais ligadas à saciedade e ao esvaziamento gástrico, sinalizando ao sistema nervoso central que o organismo está satisfeito. Isso retarda a digestão e prolonga a sensação de plenitude após as refeições, fazendo com que o indivíduo coma menos e se sinta saciado com porções menores.

Apesar desses benefícios, a redução do apetite não garante uma alimentação equilibrada. Sem orientação nutricional adequada, a diminuição calórica pode não assegurar a ingestão correta de nutrientes essenciais. Esse desequilíbrio pode levar à perda de massa muscular, redução do gasto energético basal e dificultar a manutenção do peso a longo prazo.

Durante o tratamento, a recomendação é priorizar alimentos como proteínas magras (frango, peixe, ovos, carnes magras), verduras, legumes, frutas ricas em fibras, carboidratos complexos (arroz integral, aveia, batata-doce) e fontes de gorduras boas, como azeite de oliva, abacate, castanhas e sementes.

Além disso, a prática regular de atividade física é fundamental. O exercício contribui para a preservação e ganho de massa muscular, melhora a sensibilidade à insulina, aumenta o gasto energético total e ajuda a evitar a desaceleração metabólica associada à perda de peso. Também traz benefícios cardiovasculares, metabólicos e impacto positivo no bem-estar psicológico.

Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indicam que 32,25% das notificações de eventos adversos relacionados à semaglutida no Brasil estão associadas ao uso fora das indicações aprovadas em bula, proporção cerca de três vezes maior que a observada globalmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Casos recentes de pancreatite associados ao uso dessas canetas estão em investigação pelas autoridades de saúde, reforçando a necessidade de acompanhamento médico.

Assim, as canetas emagrecedoras devem ser encaradas como uma ferramenta complementar, inserida em uma abordagem integrada que inclui reeducação alimentar, atividade física e mudanças comportamentais. Essa combinação é fundamental para garantir resultados sustentáveis e promover a saúde de forma ampla, indo além da simples perda de peso.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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