Caneta emagrecedora emagrece, mas não garante mudança de hábitos
Especialista alerta para riscos e destaca a importância da reeducação comportamental
O uso das chamadas canetas emagrecedoras tem ganhado popularidade no Brasil e no mundo por promover uma perda de peso rápida. No entanto, especialistas alertam que esses medicamentos injetáveis não atuam sobre a principal causa do ganho de peso: o comportamento. Sem mudanças consistentes nos hábitos diários, o risco de reganho de peso, efeitos colaterais e frustração emocional é elevado.
Stella Vilella, fisioterapeuta dermatofuncional e especialista em Neurociência do Emagrecimento, destaca que “a caneta pode ajudar no início, mas não sustenta o emagrecimento sozinha. Sem mudança de comportamento, o peso tende a voltar, porque a raiz do problema não foi tratada”. Para ela, o emagrecimento sustentável está diretamente ligado à mudança comportamental e não ao uso isolado de medicamentos.
Estudos publicados no American Journal of Clinical Nutrition indicam que até 80% das pessoas que emagrecem por meio de dietas restritivas ou intervenções pontuais recuperam o peso em até dois anos, principalmente quando não há acompanhamento contínuo e estratégias comportamentais. A especialista explica que, embora esses medicamentos atuem na supressão do apetite, eles não reprogramam o cérebro nem ensinam a lidar com ansiedade, compulsão alimentar ou gatilhos emocionais — fatores determinantes no ganho de peso e no efeito sanfona.
A neurociência comportamental mostra que hábitos alimentares e padrões emocionais são aprendidos pelo cérebro, e a consolidação de novos comportamentos exige repetição, acompanhamento e suporte estruturado, especialmente nos primeiros meses do processo de emagrecimento. “Quando o tratamento ignora o comportamento, o emagrecimento acontece apenas enquanto a pessoa está sob intervenção. Ao interromper o uso da medicação, ela retorna aos mesmos hábitos que a levaram ao ganho de peso”, ressalta Stella.
Para manter o peso, a especialista recomenda algumas mudanças simples e consistentes no dia a dia. A primeira é organizar o ambiente alimentar, reduzindo estímulos que levam ao consumo impulsivo. “Não é sobre força de vontade, é sobre estratégia. Quando o ambiente muda, o comportamento acompanha”, explica. A segunda é criar rotina para sono e alimentação, pois a desregulação desses fatores interfere nos hormônios da fome e da saciedade. “Dormir mal e comer em horários desorganizados aumenta o desejo por açúcar e favorece a compulsão”, afirma.
Por fim, Stella destaca a importância de identificar e lidar com os gatilhos emocionais. “Muitas pessoas não comem por fome física, mas para aliviar ansiedade, estresse ou cansaço. Quando o paciente aprende a reconhecer isso, o emagrecimento deixa de ser uma luta e passa a ser um processo consciente”, conclui a neurocoach.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



