Segurança dos alimentos: o que observar antes da primeira mordida

Dicas essenciais para garantir alimentos seguros ao comer fora ou pedir delivery

Comer fora de casa ou consumir alimentos prontos faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Restaurantes, lanchonetes, padarias, mercados, refeitórios e serviços de delivery estão cada vez mais presentes no dia a dia. No entanto, a segurança dos alimentos começa antes da primeira mordida, e o consumidor precisa estar atento a detalhes que muitas vezes passam despercebidos.

Segundo Paula Eloize, especialista em segurança dos alimentos e fundadora da Food Smart, “a maioria das pessoas acredita que só há risco quando o alimento está estragado, com cheiro ruim ou aparência alterada. Mas muitos microrganismos não mudam o sabor nem o aspecto da comida”. Por isso, o consumidor pode e deve exercer um papel ativo na prevenção de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA).

Para identificar situações de risco, a especialista indica alguns sinais simples que ajudam na escolha segura: a higiene do ambiente é fundamental — chão, mesas, balcões e banheiros sujos indicam falhas gerais de cuidado. Também é importante observar a manipulação dos alimentos, como funcionários que manuseiam dinheiro, celular ou lixo e, em seguida, tocam nos alimentos sem higienizar as mãos. A temperatura dos alimentos deve ser observada: pratos quentes precisam estar realmente quentes, e alimentos frios devem estar refrigerados. Alimentos expostos, descobertos, sem proteção ou expostos a insetos são outro sinal de alerta. Além disso, água e gelo devem estar limpos; água turva ou gelo com odor ou gosto estranho não devem ser consumidos.

Paula Eloize ressalta que “esses sinais não substituem a fiscalização, mas ajudam o consumidor a fazer escolhas mais seguras”. Com o crescimento dos serviços de entrega, o cuidado deve ser redobrado. O tempo entre preparo e consumo, a manutenção da temperatura e o transporte adequado são fatores críticos. “O alimento pode sair seguro da cozinha e se tornar um risco durante o transporte. Embalagens mal vedadas, atraso na entrega e ausência de controle térmico aumentam as chances de contaminação”, destaca.

É importante também estar atento aos sintomas após o consumo de alimentos fora de casa. Diarreia, vômito, dor abdominal, náusea e febre podem indicar DTHA. “Mesmo sintomas leves merecem atenção. Se várias pessoas apresentarem sinais semelhantes após consumir alimentos do mesmo local, é fundamental procurar atendimento de saúde e informar o ocorrido”, orienta a especialista.

Por fim, Paula Eloize reforça que a segurança dos alimentos é um direito do consumidor. “O consumidor tem direito a alimentos seguros. Observar, questionar e escolher estabelecimentos comprometidos com a segurança dos alimentos é uma forma de cuidar da própria saúde e da saúde coletiva”, conclui.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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