Segunda graduação em Contabilidade cresce entre advogados tributários
Entenda como a formação contábil amplia a atuação e competitividade no Direito Tributário
A busca por uma segunda graduação em Ciências Contábeis tem se destacado entre advogados que atuam na área tributária. Esse movimento é impulsionado por fatores como a saturação do mercado jurídico e o avanço das normas contábeis e tributárias no cenário internacional. Segundo Helder França, coordenador acadêmico da pós-graduação em Contabilidade, Controladoria e Finanças da FIPECAFI, o Brasil conta com cerca de 1,5 milhão de advogados registrados, o que torna o mercado bastante competitivo para recém-formados.
Além disso, o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apresenta índices de aprovação entre 20% e 30%, o que reforça a dificuldade de inserção no mercado. França destaca que, apesar da especialização na segunda fase do exame, o advogado pode atuar em áreas sem experiência específica, o que exige maior qualificação para se destacar.
A adoção da Lei nº 12.973/2014, que integra aspectos contábeis e fiscais na mensuração de resultados empresariais, é um ponto crucial para essa tendência. “Torna-se imprescindível que o profissional que atue na advocacia tributária busque aprofundar-se na técnica de interpretação contábil, não apenas para qualificar sua atuação, mas, sobretudo, para se posicionar como um verdadeiro aliado estratégico de gestores e lideranças”, explica Helder França.
O especialista ainda ressalta que a graduação em Ciências Contábeis vai além dos cálculos complexos, sendo uma Ciência Social Aplicada focada na sustentabilidade das organizações. Com o crescimento das políticas de ESG, o contador assume papel estratégico nas decisões, utilizando demonstrações financeiras para avaliar impactos sociais, ambientais e de governança. Para advogados, enxergar a Contabilidade como ferramenta de governança corporativa é fundamental para ampliar sua atuação.
França aponta que a lacuna na formação jurídica em relação às Ciências Contábeis exige especialização imediata para que o advogado compreenda a essência das discussões técnicas interdisciplinares. Isso é especialmente relevante diante da jurisprudência que valoriza decisões administrativas em matéria tributária, onde o domínio contábil oferece uma defesa mais robusta em instâncias como Secretarias da Fazenda e o CARF.
Por fim, o coordenador acadêmico da FIPECAFI destaca que o conhecimento contábil permite ao advogado compreender a dinâmica do Fisco e o funcionamento integral das organizações, viabilizando uma defesa técnica, segura e preventiva na construção de planejamentos tributários estratégicos para seus clientes.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
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